IPEA: por que a crise atingiu o país - ideias para crescer aceleradamente 

“Se havia alguma ‘blindagem’ à crise externa, o que explicaria o brusco freio do crescimento no último trimestre de 2008?”, é a questão que tenta elucidar o estudo “Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas”, do IPEA, aqui resumido e comentado por Carlos Lopes 

O recente estudo “Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas”, de autoria do corpo de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), traz algumas análises e sugestões bastante importantes para o atual momento. Como se trata de obra em quatro volumes, e em linguagem eminentemente técnica, procuraremos, aqui, resumir alguns de seus aspectos, com alguns comentários que nos ocorreram ao ler o texto.

Notam os autores que até setembro de 2008 “o PIB crescia a taxas superiores a 6%, e o investimento avançava em patamares significativamente maiores que o crescimento do PIB. A taxa de desocupação, de 7,9% – média anual das seis regiões metropolitanas (RMs) – estava em queda, depois de já ter sido de dois dígitos, o número de pessoas ocupadas com emprego formal subia a cada ano e a massa salarial, que se ampliava desde 2004, continuou expandindo-se em 2008. O aumento da produtividade do trabalho na indústria avançava a taxas crescentes desde 2004. O crédito expandia-se, tendo alcançado, em dezembro de 2008, a taxa recorde de 41% do PIB, atendendo à demanda por consumo e investimento. A inflação, há seis anos consecutivos, vinha situando-se na meta estabelecida pelo Banco Central do Brasil (Bacen). As descobertas de petróleo na camada de pré-sal abriam novo horizonte para a indústria de base. No campo social, as desigualdades reduziam-se. O índice de Gini caía pelo sexto ano consecutivo. A pobreza reduzia-se de 35% da população, em 2003, para 24,1%, em 2008, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)” (Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas, IPEA, 2009, vol. 1, pág. 79).

No entanto, com a crise nos EUA, “o produto interno bruto (PIB) brasileiro contraiu-se 3,6% no quarto trimestre, na série com ajuste sazonal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação ao terceiro trimestre de 2008. Isto interrompeu crescimento acumulado de 6,4% nos três primeiros trimestres do ano passado. Esta queda, se anualizada, aponta contração de 13,6% do PIB em quatro trimestres. A queda do PIB deu-se em todos os seus componentes no último trimestre de 2008. O consumo das famílias caiu 2%, a produção industrial 7,4% e, particularmente preocupante, a formação bruta de capital [N.HP: Isto é, a taxa de investimento] teve queda de 9,8%. Esta queda interrompeu a tendência observada de crescimento da taxa de investimento da economia brasileira” (idem, pág. 127).

A primeira parte do estudo tenta responder à seguinte questão: “… surpreendeu a rapidez com que a economia doméstica desacelerou-se. Se havia alguma ‘blindagem’ à crise externa, o que explicaria o brusco freio do crescimento no último trimestre de 2008?” (pág. 89).

Parece-nos que o trecho imediatamente anterior ao que acabamos de transcrever é bastante elucidativo sobre esta questão: “Embora o conjunto de indicadores de vulnerabilidade externa tivesse melhorado a partir de 2004, a redução da fragilidade da economia brasileira aos choques externos mostrou-se apenas aparente e, portanto, insuficiente para proteger o país dos solavancos da crise americana. O alto grau de inserção financeira, com a eliminação dos controles de capitais, efetuado desde o fim dos anos 1980, não permite proteção contra a enorme massa de recursos à disposição da especulação internacional” (pág. 88 - grifo nosso).

E, logo em seguida:

“Houve, assim, inversão do movimento financeiro de capitais com fugas para o centro provocando forte desvalorização cambial. A escassez de liquidez nos países centrais fez que especuladores e empresas multinacionais vendessem seus ativos nos mercados financeiros emergentes e repatriassem seus lucros, a fim de fornecer dólares a suas matrizes. O estoque de ativos transforma-se em fluxo de capitais” (pág. 89 - grifo nosso).

Em suma, para evitar a crise e manter o crescimento era necessário diminuir essa vulnerabilidade externa. O crescimento sólido (ou, como dizem alguns, “consistente”) não pode ser alicerçado em capitais que fogem quando suas matrizes, fora do país, tropeçam (ou, pior, quando afundam). Até porque, mesmo em tempos “normais”, o objetivo do capital estrangeiro é obter lucros para enviá-los à matriz. Por isso, é espantoso que ainda agora haja comemorações a um novo “investment grade” - concedidos por uma das agências de risco que se desmoralizaram depois da falência do Lehman Brothers – porque isso sinalizaria uma entrada maior ainda de capital estrangeiro. No caso desse vaticínio ser verdadeiro, somente significaria um aumento da vulnerabilidade externa do país, que, como vemos, já não é pequena.

Depois de vistoriar as várias hipóteses lançadas por economistas para explicar a contaminação da economia brasileira pela crise dos países centrais, o estudo do IPEA sintetiza:

“O que se pode concluir da avaliação dos dados do ano de 2008 até fevereiro de 2009 é que houve três principais impactos da crise internacional sobre as contas externas: i) rápida deterioração dos termos de troca – os preços das importações subiram enquanto os preços das exportações reduziram-se de forma persistente a partir de setembro de 2008; ii) queda proporcionalmente maior das quantidades exportadas em relação às importadas; e iii) progressiva deterioração na conta-corrente do balanço de pagamentos, que registrou, em janeiro de 2009, déficit acumulado em 12 meses de US$ 27 bilhões (IPEA, 2009)”.

Temos aqui uma outra questão: a de que o mercado externo, por mais importante que seja, tem caráter secundário em relação ao mercado interno para um país que pretenda crescer realmente, superando o que os pesquisadores do IPEA denominam “restrições externas” ao crescimento (que, como eles apontam, foi o principal aspecto da economia durante o governo Fernando Henrique Cardoso).

Os autores apontam que a deterioração do balanço de pagamentos foi uma consequência principalmente da queda do superávit comercial. Porém, “parte significativa decorreu da remessa de lucros e dividendos pelas filiais das empresas e bancos internacionais para suas matrizes e das remessas pelos investidores de portfólio em ações, com o objetivo de compensar perdas em outros mercados e atender à necessidade de caixa no exterior, em função da escassez de crédito. Este movimento revelou-se importante mecanismo de transmissão da crise sobre as contas externas brasileiras e é reflexo do grau de internaciona- lização da estrutura produtiva e da abertura financeira” (pág. 93 - grifos nossos).

E, em seguida:

“Quanto à conta financeira do balanço de pagamentos – que registra o fluxo líquido de capitais entre o país e o exterior –, após o aprofundamento da crise mundial, houve forte saída de capitais no último trimestre do ano, resultando em déficits mensais. No acumulado de outubro a dezembro de 2008, a conta financeira registrou déficit de US$ 21,536 milhões” (idem).

No entanto, é inútil culpar especuladores e multinacionais por agirem como especuladores e multinacionais. O problema é sempre o que nós podemos (e devemos) fazer para que não sejamos vítimas nem da sua pirataria nem do seu desespero. O IPEA faz uma observação acurada quanto à política monetária:

“Há, entretanto, importante fator interno, muitas vezes negligenciado pelos analistas, que contribuiu para que a crise apanhasse a economia brasileira de forma muito mais severa no último trimestre de 2008. Trata-se dos efeitos contracionistas dos quatro movimentos de elevação da taxa de juros do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) decididos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), iniciados no mês de abril e prolongados a junho, julho e setembro de 2008. Em abril, o Copom avaliava que havia sinais de aquecimento da economia e indicava a persistência de descompasso entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregadas, apesar do acelerado crescimento da FBCF [N.HP: a variação da Formação Bruta de Capital Fixo corresponde à taxa de investimento da economia] por quatro anos seguidos e do aumento, como depois verificou-se, de 13,8% desta variável em 2008. Em dezembro, entretanto, mesmo com forte contração da produção industrial que vinha desde outubro e com queda de 3,6% do PIB no último trimestre, o Bacen resolveu manter ainda inalterada a Selic no elevado patamar de 13,75% ao ano (a.a.), em demonstração clara de percepção incorreta dos rumos que a economia estava tomando” (pág. 94 - grifo nosso).

Trata-se de uma descrição precisa da ação do sr. Meirelles no Banco Central. Que ele hoje diga que a sua política permitiu que o Brasil fosse “o primeiro país a sair da crise”, revela mais cinismo do que ignorância.

Mas, além disso, isto é, além dos juros altos, há outro aspecto da mesma questão: os superávits primários, a reserva orçamentária para pagar juros “acentuou ainda mais a restrição à continuidade do dinamismo econômico. A sequência de crescentes superávits primários de 3,8% do PIB, em 2006, e de 3,9%, em 2007, foi aprofundada para 4,06%, em 2008” (idem - grifo nosso).

Os autores sugerem como política a expansão dos investimentos públicos, com a queda dos juros, especialmente a expansão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), depois de constatar que “o investimento público teve resultado muito modesto para o enfrentamento da crise. Embora tenha crescido em 20,7% deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), entre 2007 e 2008, visto em percentuais do PIB, elevou-se de 0,85%, em 2007, para 0,98%, em 2008. A estratégia expansiva definida em torno do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não se transformou em medidas efetivas na escala necessária. As próprias dimensões deste não são, em si mesmas, suficientes para se contrapor às tendências de desaceleração e, ainda se implementado integralmente, conforme a programação anual prevê, teria sido pouco para momento que exigia ação vigorosa e ousada da política fiscal” (idem - grifo nosso).

Muito interessante são as observações a respeito dos cortes de impostos concedidos a determinados setores da economia:

“Quanto mais os mercados afastam-se de uma estrutura competitiva [N.HP: isto é, quanto mais o mercado é submetido pelos monopólios], maior a capacidade de as empresas incorporarem as desonerações tributárias às suas margens de lucros, o que reduz o efeito da desoneração no consumo das famílias. Dito de outra forma, mercados oligopolizados, que possibilitam o uso de poder de mercado por parte das empresas na fixação de seus preços, apresentam maior probabilidade de ter alto coeficiente de translação dos tributos aos preços pagos aos consumidores” (p. 129).

Ou seja, a maior parte da isenção é incorporada como aumento da margem de lucro. Os autores não estão negando que as vendas aumentaram com as isenções. Mas isso não teve efeito sobre o aumento dos investimentos dessas empresas. Além disso, em nota na página seguinte, observam que “a desoneração do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para a indústria automobilística teve efeito positivo para garantir o aumento da demanda por carros e, por conseguinte, garantir os empregos desta indústria. No entanto, a medida afetou a arrecadação dos municípios, principalmente daqueles mais dependentes dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o que pode acarretar desemprego nestas localidades”.

Mas há outro problema. Nos impostos indiretos (isto é, aqueles que são iguais para todos, pois estão incorporados ao preço das mercadorias, representando 74% da carga tributária do país), em relação à sua renda, os pobres pagam mais do que os ricos. Logo, “se a desoneração dos tributos indiretos incidir sobre bens de alta participação no consumo de famílias mais ricas, a regressividade destes tributos pode acentuar-se, piorando a equidade do sistema tributário nacional”. Ou seja, nesse caso, os ricos passam a pagar ainda menos impostos do que os pobres, em relação à sua renda.

Mas, o problema principal é que “não há evidências de que a desoneração tributária eleve automaticamente o investimento privado” (pág. 130). Realmente, a única evidência é que a desoneração eleva a margem de lucro dos monopólios - e priva o Estado de importantes recursos para estimular o crescimento.

Portanto, a desoneração prejudica o principal estímulo da economia, sobretudo em momentos de crise: o investimento público. O IPEA calcula que “para cada R$ 1,00 investido a mais pelo governo, ocorre aumento do PIB da ordem de R$ 1,43. Por conseguinte, o incremento no investimento público teria impacto maior sobre o crescimento do PIB do que reduções na carga tributária, que apresenta coeficiente de impacto menor e ainda assim superestimado” (idem - grifo nosso).

O IPEA se refere, nesse caso, aos “gastos autônomos” do governo, isto é, àqueles que o governo pode decidir livremente. Mas, observam os pesquisadores, isto também é verdade para os “gastos correntes”. O problema é que, quanto a estes, “o pagamento de juros e amortizações (....) foi de aproximadamente R$ 161 bilhões em 2007, ano em que o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) foi reduzido entre janeiro e setembro. Supondo-se, para simplificar, que aquele montante não se alterou, só sendo corrigido pela inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, então, para arrecadação total de tributos federais de R$ 717 bilhões, o serviço da dívida pública correspondeu a 24% desta arrecadação em 2008 [Nota dos Autores.: A taxa Selic começou a ser elevada em junho de 2008, o que aumentou o custo fiscal médio da dívida pública interna da União neste ano]”.

Com pelo menos um quarto da arrecadação esterilizado pela dívida, é forçoso concordar com os autores em que “a alta participação do pagamento de juros e amortizações no gasto corrente da União é grande trava para o efeito multiplicador destes gastos”. Uma trava que é preciso remover urgentemente, pois não somente o governo, devido às altas taxas de juros, é privado desses recursos, como também “dificilmente pode-se esperar o efeito dos gastos com juros e amortizações no estímulo” ao crescimento porque “os detentores dos títulos federais na modalidade carteira própria – tesouraria de bancos comerciais e de investimentos nacionais e estrangeiros – tinham 27% do total destes títulos em poder do público em 2008. Na modalidade clientes – pessoas jurídicas não financeiras e, principalmente, fundos de investimento –, estes agentes carregavam 56% do total do estoque de títulos federais em poder do público” (pág. 131).

Evidentemente, enquanto os juros estiverem no atual patamar – mesmo considerando que houve alguma queda, o diferencial entre os juros praticados no Brasil e os praticados nos EUA, Europa e Japão é quase um abismo – não será possível canalizar esses “gastos correntes” do governo para o estímulo ao crescimento. E, aliás, nem mesmo os recursos aplicados por empresas não-financeiras.

C.L.


Primeira Página

 

Página 2

Empresas de energia falseiam investimentos para subir tarifa

Empregos crescem no comércio, mas salários continuam em queda

Estrangeiros entram na construção civil e monopolizam setor

Imprensa brasileira: De facto ou interina?

Polícia de São Paulo apura mais R$ 2,4 mi em propina da Alstom

Expediente

Página 3

Siqueira: múltis não conhecem e não têm tecnologia para pré-sal

Azeredo e Heráclito impedem moção em defesa da Embaixada brasileira

Lula: golpista é golpista, não é “governo de fato”

Garcia cobra mais pressão sobre a trupe de Micheletti

Amorim: Brasil é o “guardião do presidente legítimo de Honduras”

Dilma está livre do câncer, afirmam médicos em nota

Ciro quer impedir a volta da “turma do FHC” ao Planalto

Seminário nacional do PSDB usa Brasil com “Z”

Página 4

“Enquanto Lula cria o PAC, Serra desmonta o Estado”, diz Edinho

Governo de São Paulo impede acesso ao Metrô para reduzir a superlotação

História de luta de Virgílio recebe homenagem no Sindicato dos Químicos

Dossiê da Veja contra Vitor Martins era falso, afirma PF

São Paulo quer cobrar dos Correios imposto julgado inconstitucional

Colaboradores do PSDB e de Kassab acumulavam cargos e salários em município do interior do Estado

Cartas

Página 5

Bancários ampliam greve e ocupam as ruas por aumento

2º Congresso da CTB reelege Wagner Gomes

CUT repudia projeto que legaliza a terceirização

Correios terminam greve e TRT decidirá sobre reajuste salarial

Metalúrgicos da Volks garantem 8,3% de reajuste

Trabalhadores da Odebrecht e Camargo Correa conquistam aumento salarial de 15,56%

Brasil vence Copa América de Basquete e vai para o Mundial

Página 6

Pittsburg marca o fim do restrito G8 nas deliberações econômicas

Banco Mundial prevê “eclipse do dólar”

Trabalhadores dos EUA exigem criação de empregos durante encontro do G20

Espanha: desemprego dispara e o PIB tem queda de 3,7% prevista para 2009

Eleições na Alemanha apresentam crescimento da coalizão A Esquerda e recuo dos social-democratas

É hora de mudar a medicação de Bernanke?

Página 7

Honduras: Congresso nega apoio ao estado de sítio de Micheletti

Golpista fecha TV, espanca jornalistas e impede bispo de conversar com Manuel Zelaya

Presença de Zelaya em Tegucigalpa leva multidões às ruas contra o golpe

Zelaya fala à Assembléia Geral da ONU por telefone e solicita apoio para reverter golpe

Insulza critica medidas tomadas por Micheletti

Ruy Casaes: “Chegou a hora de dar um basta a este estado ilegal”

IAcenter condena suspensão de direitos dos hondurenhos

França condena ‘novos e graves’ ataques a direitos em Honduras

Gás tóxico é fornecido por duas empresas israelenses, diz chanceler de Honduras

Página 8

IPEA: por que a crise atingiu o país - ideias para crescer aceleradamente 

Leia

ONU e OEA apoiam Lula: Zelaya deve voltar de imediato para a presidência

Zelaya volta e instala QG da legalidade na Embaixada do Brasil

Ipea acha cedo para considerar que a economia já se recuperou

Juro e BNDES mantêm o crescimento do PIB negativo no semestre

Telefónica deixa SP sem comunicação no meio do temporal

Lula convoca Brasil a deixar maus tempos da lei 9478 para trás

Mídia golpista tira a máscara e advoga o pré-sal para as múltis
Projeto para o pré-sal abre perspectiva para o retorno da lei 2004
Anatel libera Speedy sem que Telefónica conserte os defeitos
Trapaça para isentar teles de pagar multa abre crise na Anatel
Conselho remete as ações contra Sarney para o arquivo morto
Teles, Anatel e STJ se acertam para assaltar usuário com tarifa de DDD em ligação local
Anatel protela decisão sobre superintendente que as teles guiavam

Conselheiro denuncia lobby na Anatel para aliviar multa de teles

Sarney diz à oposição que está pronto para a paz ou para a guerra
Nova base dos EUA na Colômbia tem raio de ação para alcançar a metade do continente
Mídia inventa risco para facilitar múltis mamarem o pré-sal
Operários jogam pela janela privatizador de siderúrgica na China
Justiça bloqueia 27 fazendas de réu que Gilmar mandou soltar

Gato comeu 2 bi que AES e Duke estavam obrigadas a investir em energia até 2008

Montadora pré-falida arma com Yeda para tomar 1 bi do BNDES
Sarney anula os 663 atos secretos e exige devolução do que foi pago indevidamente
“Privatização que deu certo” cria milhões de usuários desplugados

Tropelias do BC e BNDES arruinaram PIB de 2009

OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar