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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Encosto
Luciana Cardoso, filha do
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tem o salário de R$
7.600,00 no Senado. Ela está comissionada no gabinete do senador
demo-pefelista Heráclito Fortes (PI), desde 2003, quando seu pai, FHC,
deixou a Presidência da República. O valor pago pelo Senado nestes 74
meses, desde 2003, à filha de FHC, além de 13º salário por 6 anos, soma
o equivalente a R$ 608.000,00. Sobre este salário base, há os encargos
da folha de pagamento, abonos de férias, horas extras, etc., etc., etc.
Com isso, o encosto da filha de FHC no Senado já deve ter custado ao
contribuinte brasileiro mais de R$ 1 milhão. Ainda há os benefícios,
como plano de saúde do Senado, um dos melhores e mais completos do
mundo.
Jair Orichio Junior -
por correio eletrônico
Conveniência
Veja literalmente como a
direita muda o discurso de acordo com sua conveniência. Os direitistas
nos anos de chumbo afirmavam que o presidente Médici não sabia das
torturas nos porões do DOI-CODIs e dos DEOPs. Hoje, eles ironizam
afirmando que Lula finge que não sabe de rombos financeiros ao Erário.
Fazem piadas com o bordão subjetivo “Lula não sabia”. Quando a oposição
direitista criou farturas de CPIs para apurar falcatruas que ela sabia,
pois as praticaram por muitas décadas, Lula determinou investigação,
punição aos culpados e absolvição dos inocentes. Cortar na própria carne
caso fosse preciso. É uma fala antiga, mas é sempre bom ser lembrada.
Neste governo não se varre a sujeira para debaixo do tapete e nem tem
engavetador geral da União.
Justino Silva - Sarzedo
(MG)
Corda bamba
A “Prisão Especial”
destinada para quem tem curso superior parece estar com seus dias
contados. Quanto maior o nível intelectual, cabe uma responsabilidade
maior, o que não vem acontecendo há muitos anos. No mundo existem dois
tipos de pessoas: as de boa índole e as de má índole. As de boa índole
não se apegam aos privilégios que a lei lhes faculta. Apenas procuram
ser justos. Os espertalhões ficam contando com as brechas que as leis
permitem e cometem o que podem e não podem. Os tais que estão
acostumados em cometer delitos, corrupções e outras coisas abomináveis,
certamente, com o fim da “Prisão Especial”, vão ficar na corda bamba ou
debaixo da lâmina de uma guilhotina.
Paulo Hirano - Curitiba
(PR)
Alvará
A empresa de produtos
químicos Di-All Química, noticiou-se, estava legalizada como tal. Tinha
alvará de funcionamento e aval do corpo de bombeiros. Legalizada, pois,
para fazer o que fazia: estocar material inflamável e explosivo.
Autorizar a presença de uma empresa dessas num bairro residencial? Vamos
ver se no inquérito as autoridades públicas pertinentes vão apresentar
as autorizações e licenças dadas, já que a empresa teve sua documentação
transformada em cinzas.
Pedro Luís De Campos
Vergueiro - São Paulo (SP)
Seleção
Como sou do tempo em que
quando a seleção brasileira disputava alguma partida de futebol a
discussão dos torcedores girava exclusivamente em torno de quanto seria
o elástico placar, visto que a vitória em si, normalmente já era “favas
contadas”. É impressionante como uma seleção cheia de “estrelas”
consegue ser acuada, tal como aconteceu quando o Brasil “pediu para
apanhar” do Equador, que só não ganhou a partida porque, apesar da nossa
fragilidade, não teve competência para chegar à vitória. É triste, mas é
verdade! Resta apelar para todos os santos afim de que na próxima
quarta-feira, ganhar da seleção peruana.
Júlio Ferreira - Recife
(PE)
Botafogo
Determinados jogadores do
Botafogo devem jogar mais e falar menos. Alguns resolveram criticar a
torcida pelo fraco comparecimento aos estádios. Ora, eles querem o quê?
Com ingressos caríssimos e jogos duas vezes por semana, ninguém suporta.
Além do mais, o time não está jogando nada, haja vista a derrota de
goleada por 4 x 1 para um time da segunda divisão (Vasco) e um empate
melancólico de 2 x 2 em pleno Engenhão contra o “possante” Americano.
Fernando
Cezar - Rio de Janeiro
(RJ) |