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EUA faz o segundo envio
de tropas ao Afeganistão
desde a posse de Obama
Os
líderes dos países árabes e da América do Sul, reunidos no Qatar na última
terça-feira (31), decidiram aprofundar as relações econômicas, culturais e
financeiras entre os países dos blocos para combater a crise.
Realizada dois dias antes da reunião do chamado G20 – grupo
dos 20 países que detém 90% do comércio internacional - a Segunda Cúpula
América do Sul-Países Árabes (ASPA) defendeu a “necessidade de estabelecer
um sistema financeiro internacional que previna a especulação financeira e
leve em conta regulações adequadas” e decidiu adotar, “em adição aos
esforços internacionais, instrumentos de cooperação financeira”.
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, destacou que
os três países árabes e sul-americanos que fazem parte do G-20 (Brasil
Argentina e Arábia Saudita) têm que ir para o encontro de Londres com
posições de consenso e dentro de um espírito de cooperação e solidariedade.
“Nenhum país conseguirá superar a crise com medidas
isoladas. Sem solidariedade e espírito de cooperação, não poremos em prática
ações coletivas e ordenadas indispensáveis”, afirmou o presidente
brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula lembrou que, desde que foi realizada a primeira
reunião do grupo, no Brasil, há quatro anos, o comércio entre as duas
regiões aumentou 170%, passando de US$ 11 bilhões em 2004 para US$ 30
bilhões em 2008. “Isso confirma o enorme potencial do comércio Sul-Sul”,
disse Lula.
A resolução aprovada, chamada de Declaração de Doha,
defende a cooperação Sul-Sul como instrumento para promover o
desenvolvimento. Entre os itens assinalados estão a ampliação do comércio e
da troca de informações e tecnologias entre os países do Hemisfério Sul, a
democratização dos fóruns internacionais e o processo de paz no Oriente
Médio.
Para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, “temos a
possibilidade de fazer um plano estratégico que seja produtivo, um plano de
alimentos, tecnologia, em que nos complementamos uns aos outros, para
conquistar a independência dos nossos países”.
E a presidente do Chile, Michelle Bachelet, como presidente
da UNASUL, argumentou que “devemos aprender com os erros cometidos nas
crises anteriores e demonstrar aos milhões de cidadãos e cidadãs de nossos
povos que os países sul-americanos e árabes estão caminhando juntos”.
O Emir do Catar, Ahmad Bin Khalifa Al-Thani, anfitrião do
encontro, destacou que existem muitas coisas em comum entre os países dos
dois blocos no que diz respeito ao “caminho para o desenvolvimento”. “Tenho
esperança de que nossos esforços serão recompensados”, declarou. |