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Ipea
desmonta tese do “Estado inchado” por servidores públicos
Percentual não chega a 6% se comparado à população do país
O estudo “Emprego Público no Brasil: Comparação
Internacional e Evolução Recente”, do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea), joga por terra a surrada tese neoliberal do “inchaço” do
Estado brasileiro, acusado anos a fio de servir de “cabide de emprego”. O
levantamento do Ipea mostra que “a participação do emprego público é pequena
no Brasil. O percentual de servidores entre o total de ocupados não chega a
11% e não chega a 6% se comparado a toda a população”.
Segundo o Ipea, não existe no Brasil “um Estado
‘inchado’ por um suposto excesso de funcionários públicos”. O Ipea faz uma
comparação com diversos países e demonstra que o número de servidores
públicos no Brasil é bem menor que todos os países membros do Mercosul e,
inclusive, dos Estados Unidos. “Mesmo nos EUA, a mais importante economia
capitalista, caracterizada pelo seu caráter ‘privatista’ e pelo seu elevado
contingente de postos de trabalho no setor privado, o peso do emprego
público (cerca de 15%) é maior do que o Brasil”, diz o estudo.
Em relação ao número total de ocupados, o
percentual de servidores públicos brasileiros é de 10,7%. Na Dinamarca, o
percentual chega a 39,2% e na Suécia, a 30,9%. Na Bélgica, 19,5% e no
Canadá, 16,3%.
Nas conclusões, o Ipea diz que “o atual contexto
de crise, em especial, é justamente o momento para se discutir o papel que
pode assumir o emprego público na sociedade brasileira. Os indicadores não
revelam ‘inchaço’ do Estado brasileiro, quer seja sob o ponto de vista de
sua comparação com o tamanho da população ou com relação ao mercado de
trabalho nacional”.
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