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Executiva Nacional
do Partido Pátria Livre referenda comissões provisórias regionais
Em sua primeira reunião, a Comissão Executiva
Nacional do Partido Pátria Livre referendou as comissões provisórias regionais
de 15 dos 19 estados em que ele está se organizando e ultimou os preparativos
para a coleta de 500 mil assinaturas requeridas para a legalização na Justiça
Eleitoral.
No último dia 21 de abril, no Centro de
Convenções do Anhembi, em São Paulo, o Partido Pátria Livre discutiu e aprovou,
na presença de lideranças de 19 estados, o seu programa e estatuto. A Comissão
Nacional Provisória do PPL, composta de 140 membros (ver nomes em nossa última
edição), elegeu a Comissão Executiva Nacional, com 27 membros efetivos e 10
suplentes, que será responsável pelos trabalhos de organização do partido até a
realização de seu Congresso Nacional em julho. São integrantes da Executiva
Nacional do partido:
Presidente: Sérgio Rubens de Araújo Torres;
1º Vice-presidente: Carlos Lopes; Vices-presidentes: Jorge Venâncio,
Rosanita Campos, Fernando Siqueira, Marcus Vinícius, Rosalino de Barros;
secretário de Organização e Comunicação: Miguel Manso; secretário de
Relações Internacionais: Nelson Chaves; secretário de Finanças e
Infraestrutura: José Américo Morelli; secretário de Massas: Carlos
Alberto Pereira; secretário de Formação Política: Nilson Araújo;
secretários regionais: Márcio Cabrera, Roberto Bittencourt, Leny
Campello, Paulo Eduardo Cardoso, Francisco Rubió, Irapuan Santos, Edna Costa;
secretários especiais: Clóvis Monteiro, Ubiraci Dantas, Márcia Campos,
Gláucia Morelli, Lindolfo dos Santos, Maria Pimentel, Tito Guimarães;
suplentes: Eduardo de Oliveira, Mauro Bianco, Edson Fonseca, Pedro Campos,
Mari Perusso, Mário Bacelar, Enoque Feitosa, Alfredo Neto, Adolfo Grassi e Tiago
Cunha.
Abaixo, os principais pontos do programa do Partido Pátria Livre.
1- Completar a obra da independência
nacional a que várias gerações de brasileiros ao longo da história dedicaram
suas vidas, esta é a nossa missão. Sempre que o Brasil progrediu no caminho da
independência isso trouxe desenvolvimento econômico e social: mais produção,
melhores condições de vida para o povo, mais justiça, mais democracia.
A crise internacional nos permite e nos exige
acelerar esse processo.
2- Ao relaxar por completo o controle
social sobre os monopólios, o projeto neoliberal firmado pelo Consenso de
Washington acentuou no mundo a desproporção entre a capacidade de produção e o
nível de consumo das grandes massas empobrecidas e levou a especulação - isto é,
a busca de megalucros à margem da produção - ao paroxismo. Quando o volume de
capitais artificialmente valorizados na ciranda globalizada dos derivativos
atingiu a casa dos US$ 500 trilhões – o PIB mundial é de apenas US$ 62 trilhões
– a realidade falou mais alto e o sistema entrou em colapso.
3- No atual quadro de crise aguda dos
centros imperialistas as exportações e o crédito externo não têm como crescer,
ao contrário das remessas de lucros, royalties, dividendos e o que mais se possa
imaginar. Esse é o problema real que precisa ser resolvido. O antídoto é o nosso
desenvolvimento estar sustentado cada vez mais na expansão do mercado interno,
no investimento público, no financiamento público às empresas nacionais. E os
juros precisam cair.
4- Substituir as importações e elevar o
grau de nacionalização da produção nas áreas que as subsidiárias das
multinacionais vêm monopolizando de modo crescente, com grandes prejuízos para o
país, mais do que princípio ou meta é a exigência do momento. A larga
experiência do Brasil nessa matéria consagrou a idéia de que nos setores que o
capital privado nacional puder desenvolver através de uma saudável e estimulante
concorrência a bola fica com ele. Naqueles onde for impossível, o Estado deve
entrar diretamente através de empresas públicas. Pretender enfrentar o poderio
dos monopólios internacionais através da constituição de monopólios privados
nacionais é um sonho de uma noite de verão que acaba mais cedo ou mais tarde no
pesadelo da desnacionalização, como ocorreu com a Ambev e está ocorrendo com
diversas privatizadas que não passaram de imediato ao controle do capital
externo. O Estado tem obrigação de dar tratamento preferencial às empresas
nacionais, mas não de favorecer a formação de monopólios privados.
5- O tratamento preferencial do Estado às
empresas genuinamente brasileiras tanto nos financiamentos quanto nas encomendas
não é apenas a questão fundamental da ordem econômica de um país que precisa
completar a independência para dar melhores condições de vida a seu povo, é uma
questão de segurança nacional.
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