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Pedido de
intervenção no PA ‘é armação dos empregados de Dantas’, diz governadora
A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT),
repeliu a acusação de que não cumpre mandados de reintegração de posse feita
pela senadora Kátia Abreu (Dem-TO), presidente da Confederação Nacional da
Agricultura (CNA), que entrou com pedido de impeachment e intervenção no
Estado.
Para a governadora, o pedido de intervenção de
Kátia Abreu é uma armação da oposição ao seu governo, o que representa uma
“reação dos empregados do Daniel Dantas, todos”. “São todos empregados do
senhor Daniel Dantas. Tem um poderio econômico por trás”. “Tem uma situação
que é montada, coordenada, por um senhor, Daniel Dantas, que já há algum
tempo tem diferenças com nosso governo. Desde senadora eu já o denunciava”,
disse em entrevista ao “Valor Econômico”.
Sobre o conflito em Xinguara, quando os
seguranças da fazenda de Daniel Dantas atiraram nos sem-terra, Ana Júlia
disse não “existe nenhum mandado de reintegração de posse para a fazenda
Espírito Santo no município de Xinguara. O mandado que eles mostraram na
televisão é em favor da fazenda Espírito Santo Retiro Baixa da Égua, em
Marabá. Tem uma diferença aí de uns 100 quilômetros”.
“É o caso de perguntar por que tinha tanta gente
filmando na hora do conflito. Em que avião eles chegaram lá?”, questionou a
governadora. “Toda a imprensa que estava lá tinha chegado no avião dele (de
Daniel Dantas). Isso tudo é uma ação política de setores da oposição que,
inconformados de estarmos realizando tantas ações no Estado em diversas
áreas, inclusive nessa, que não foram feitas por quem hoje nos ataca, mas
que esteve no poder estadual por 12 anos. Daí quando chega um grupo
econômico forte fica achando que tem que ter prioridade”, declarou Ana
Júlia.
“Tínhamos 173 mandados de reintegração quando
assumimos o governo em 2007, a maioria deles rurais, descumpridos pelo
governo anterior. Não entendo porque ninguém pediu o impeachment lá atrás
nem intervenção. Hoje são 63 mandados não-cumpridos, segundo a Procuradoria
do Estado. E há um cronograma para que sejam cumpridos, acordado com a
Justiça”, relatou a governadora. “Os primeiros que cumprimos foram dessa
região Sul e Sudeste, que era onde havia mais mandados. Depois, combinamos
com a Justiça e o Ministério Público para focar mais na Vara Agrária de
Castanhal, região Nordeste do Estado. É nessa região que estamos cumprindo
os mandados agora. Não posso atender só 60 pessoas”.
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