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Volume de
crédito aumenta puxado pelo bancos públicos
O volume de crédito somou R$ 1,241 trilhão em
março, alcançando 42,5% do PIB, segundo dados divulgados pelo Banco Central
no dia 23.
Segundo dados do BC, a participação dos bancos
públicos no total da carteira do sistema financeiro aumentou de 37,1% em
fevereiro, para 37,6% em março, ante 34,2% em março de 2008. A participação
das instituições privadas nacionais diminuiu para 41,9%, comparativamente a
44% no mesmo período do ano anterior, enquanto que a participação dos bancos
estrangeiros recuou para 20,5%, ante 21,8% em março de 2008.
Os financiamentos com recursos direcionados sob
a responsablidade dos bancos públicos (BNDES, CEF e BB) atingiram R$ 366,7
bilhões, expandindo-se 1,2% no mês e 27,5% em relação a março de 2008. O
desempenho mensal segue influenciado pelas operações do BNDES, volume de R$
214,8 bilhões e aumento de 1%, bem como pelo crédito habitacional, que
cresceu 2,5%, segundo o BC.
A atuação do governo federal juntos aos bancos
públicos no auge da crise dos Estados Unidos, no último trimestre do ano
passado, foi decisiva para fazer frente a escassez do crédito para capital
de giro das empresas. As instituições financeiras públicas ampliaram e
criaram novas linhas de crédito para enfrentar os efeitos da crise, enquanto
as instituições privadas decidiram contrair a liberação do crédito. Apesar
da intervenção do governo, liberando o compulsório, os bancos privados
continuaram “empoçando” o crédito.
Sobre a afirmação do BC de que o crédito voltou
ao nível pré-crise, o consultor do Iedi, Julio Gomes de Almeida, afirma:
“Não está normal a situação no país”. Segundo ele, para as grandes
companhias, nunca faltou financiamento. Já para as micro, pequenas e médias
empresas, a dificuldade é ter acesso ao crédito. “Os bancos aumentaram a
seletividade dos clientes, deixando de fora os menores”, diz Marcel Solimeo,
economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo.
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