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Satiagraha: delegado Saadi aponta os crimes de Dantas
Foram cinco
ilícitos em que DD foi enquadrado. Sua irmã e mais quatro também foram
indiciados
A
Polícia Federal indiciou Daniel Dantas, na segunda-feira (27), pelos crimes de
formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, gestão
fraudulenta e empréstimo vedado. O delegado Ricardo Saadi, que comanda o
inquérito da Operação Satiagraha desde o afastamento de Protógenes Queiroz,
também indiciou Verônica Dantas, irmã, além de quatro funcionários do
Opportunity por crimes contra o sistema financeiro nacional.
Daniel Dantas foi interrogado durante 25 minutos
pelo delegado, na sede da Polícia Federal (PF) em São Paulo, mas não respondeu a
nenhuma pergunta por orientação do seu advogado, Andrei Schmidt. Segundo o
próprio advogado, a lavagem de dinheiro estaria configurada pela existência de
crimes antecedentes contra a administração pública, delitos de organização
criminosa e crime contra o sistema financeiro nacional.
O inquérito deve ser concluído pela PF até o
final da semana que vem, quando será enviado ao procurador da República, Rodrigo
De Grandis. O procurador, que acompanhou o depoimento de Dantas, afirmou que já
possui elementos suficientes para apresentar denúncia contra ele.
“Tenho sólidos elementos de que houve crimes
financeiros”, disse De Grandis. “Tenho acompanhado as investigações desde o
início. Sempre existiram elementos que configuram crimes financeiros. A
investigação não foi trancada, pelo contrário, o TRF [Tribunal Regional Federal]
da 3ª Região manteve, inclusive, o entendimento de que é permitida a
participação de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)”, lembrou o
procurador.
De Grandis frisou que se for feita “uma análise
comparativa das manifestações do Ministério Público Federal, quando a Polícia
Federal pediu os mandados de busca e de prisão preventiva, já havíamos indicado
os crimes financeiros. Então desde o primeiro momento o MPF já vislumbrava esses
indícios”. “Foi um trabalho de aprofundamento das investigações”, assinalou.
O relatório final da investigação deverá ser
entregue ao juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, até o final
desta semana.
O dono do Opportunity já responde a ação penal
na 6ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal de São Paulo por crime de
corrupção ativa, pela tentativa de suborno a um delegado federal que atuou nas
investigações da Operação Satiagraha, que desvendou uma ampla rede de ilícitos
praticados pela quadrilha comandada por DD.
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