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Artistas e
funcionários intensificam campanha contra a privatização do Teatro Municipal do
Rio de Janeiro
Um abaixo-assinado contra a privatização do
Theatro Municipal do Rio de Janeiro vem mobilizando funcionários do teatro, da
Funarj e a classe artística fluminense. A proposta de privatização, defendida
pela presidente da Fundação do Theatro Municipal, Carla Camurati, vem sendo alvo
de protestos, como o realizado em frente à Câmara dos Vereadores do RJ, na
Cinelândia, onde bailarinos e músicos da orquestra sinfônica do teatro chamaram
atenção para a questão.
O projeto refere-se a implantação de uma reforma
de gestão do Theatro Municipal do Rio de Janeiro - administrado pelo Estado -,
que visa a transformação da Fundação em uma entidade de direito privado,
qualificada como Organização Social (O.S).
“Em outubro de 2007, a atriz e diretora de
cinema, Carla Camurati, assumiu a presidência da Fundação Theatro Municipal do
RJ - o segundo maior Teatro de Ópera na América Latina e um dos mais importantes
do mundo”, denuncia o texto que acompanha o abaixo-assinado. “Desde então,
empenha-se para a implantação do projeto de reforma de gestão do Theatro
Municipal/ RJ, que visa a transformação da Fundação em uma entidade de direito
privado, ‘sem fins lucrativos’, qualificada como Organização Social (O.S). Carla
Camurati afirma que, para uma gestão eficiente do Theatro Municipal, é preciso
que a instituição adquira autonomia administrativa e financeira”, denuncia texto
que acompanha o abaixo-assinado.
O movimento, que tem como título “Contra o
desmantelamento e extinção das instituições culturais do RJ”, pretende enviar as
assinaturas coletadas à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
“Se você olha o texto do projeto de lei, parece
que não vai mudar nada para os artistas do teatro. Mas como já foi dito na
Assembléia Legislativa em audiência pública, o projeto tem por objetivo a
extinção dos corpos estáveis. Está na exposição de motivos do projeto que uma
das vantagens de se entregar esse patrimônio a uma entidade privada é facilitar
a admissão e exclusão de pessoal. Ou seja, é uma declaração de intenções de que
o que se pretende é acabar com os corpos estáveis”, denuncia o procurador do
estado Flávio Lauria. |