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BNDES anuncia
mais R$ 5 bilhões para capital de giro das empresas
Para
cobrir o buraco deixado pelos bancos privados, que estão utilizando os
recursos dos compulsórios liberados pelo governo e outros recursos para
especular com títulos públicos, o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), anunciou que disponibilizará mais R$ 5 bilhões
para a linha emergencial de capital de giro das empresas por meio do
Programa Especial de Crédito (PEC).
Segundo
Luciano Coutinho, essa linha de crédito é “transitória” e foi criada
justamente para suprir a falta de crédito no mercado. O prazo de vigência da
linha de capital de giro foi estendido de junho deste ano até o fim de 2009.
“Mas, se houver demanda suplementar, podemos expandi-la. A nossa esperança é
que o sistema bancário volte a oferecer capital de giro. Se a situação
permanecer escassa e os recursos não forem suficientes, a gente pode
ampliar”, disse Coutinho.
Além
disso, o BNDES baixou as taxas de juros para a linha emergencial de capital
de giro destinada às empresas e aumentou o prazo de vigência (36 meses) e
carência (de 5 para 13 meses) para pagamento.
Em
dezembro de 2007, os bancos públicos - Banco do Brasil, Caixa Econômica
Federal e BNDES - eram responsáveis por 34,1% do crédito no país. No final
do ano passado, o volume subiu para 36,2%.
Empenhados em garantir o crédito no país, frente à crise norte-americana, os
bancos públicos aumentaram em 12,9% o saldo das operações entre setembro e
dezembro. Os bancos estrangeiros ampliaram em 4,5%, e os bancos privados
nacionais, apenas 2,5%. |