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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Banco público
Como o futuro do Banestes
(Banco do Estado do Espírito Santo) era mesmo cair nas mãos de
terceiros, assim como ocorreu com quase todos os outros bancos
estaduais, é melhor para os clientes, e, sobretudo, para os
funcionários, que seja absorvido pelo Banco do Brasil. Pois, se um banco
privado comprar, a primeira atitude é demitir, como de costume. Ainda
mais agora que não faltaria o pretexto do momento econômico mundial.
Habib Saguiah Neto –
Marataízes (ES)
Simões
Sou torcedor do Botafogo e
digo que se todos continuarem a encher muito a bola do jogador Vitor
Simões, como estão fazendo aqui no Rio, ele vai acabar se mascarando ou
então indo para a Europa, enquanto o Botafogo novamente ficará a ver
navios, como foi no caso André Lima. Vitor Simões tem feito boas
apresentações e gols, o que é mais importante, mas não se esqueçam que
ele jogou apenas contra timecos pequenos do RJ, que nem na terceira
divisão estão. Vamos ver se ele jogará assim e fará gols contra times
mais fortes. Vem aí a Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Sul
Americana. Tomara que Vitor continue com a bola cheia e sempre
defendendo o nosso Botafogo. A torcida merece e agradece.
Fernando Cezar –
correio eletrônico
Operário
Leio em colunas de
“leitores” dos jornais, missivas criticando a falta de escolaridade
formal do nosso presidente Lula. Os intelectulóides de direita e
leitores maria-vai-com-as-outras que criticam o nosso presidente de não
ter instrução formal comportam-se rudemente sem contextualizar a
realidade histórica do nosso Brasil em relação à educação. É necessário
lembrar que o Brasil foi, por muitas décadas, um país rural. Frequentar
a escola era privilégio dos filhos de antigos escravocratas,
latifundiários e homens bem sucedidos na indústria e comércio.
Tradicionalmente, a formação acadêmica era para ricos, iam-se para
Europa. O Dr. Fernando Henrique Cardoso foi um deles, nascido em berço
de ouro, e teve todas oportunidades que a riqueza pode oferecer,
inclusive não precisar trabalhar para sobreviver. É verdade que a elite
burguesa não consegue engolir um operário na Presidência da República.
Alguns intelectulóides acentuam a condição de não ter conhecimento
universitário para desclassificar Lula perante a sociedade, como se
diploma fosse objeto de conhecimento. Lula não teve escolaridade formal,
mas foi agraciado com uma inteligência acima da norma e é mais culto do
que muitos diplomados que andam vomitando asneiras por aí.
Laís Estanislau Alves –
Belo Horizonte (MG)
Arbitragem
Estou a acompanhar os
jogos do peixe e observo que este jogador, Kleber Pereira, não veste a
camisa para ajudar o Santos a vencer os jogos, mas somente para ele
mesmo marcar os gols necessários para a artilharia dos torneios que
disputa. É lento, deficiente no passe, coloca-se mal, isto é, em posição
irregular e ignora os companheiros, além de reclamar deles, quase sempre
sem motivo. E mais: está claro também o esquema para classificar
Palmeiras, Corinthians, São Paulo e mais uma equipe do interior para
fazer média, de modo a acontecer uma final caseira na cidade de São
Paulo. Basta que se observe que os “erros” das arbitragens, via de
regra, beneficiam essas equipes. Falou-se muito de bolas nas traves no
jogo do Santos contra o Ituano, mas nada se diz sobre dois empurrões de
jogadores santistas na área adversária, e que o juiz, o notório Paulo
César Oliveira, fingiu não ver.
Mauro Silva – correio
eletrônico
Pedágio
na cidade
Não sei se o Governo de
São Paulo irá persistir com essa idéia de colocar pedágio na cidade, mas
sabemos que já basta os altíssimos preços que pagamos para ir da cidade
ao litoral, ou ao interior. Imagina se tivermos que pagar para ir de uma
região da cidade à outra? Dizem que com isso o trânsito iria melhorar
porque as pessoas andariam menos de carro. Certamente, se houve
transporte público bom e para todos, mas não é isso que vai acontecer.
Espero que o que aconteça, de fato, é as pessoas se manifestarem e
impedirem esse absurdo, porque sabemos que o objetivo dessas empresas é
apenas lucrar, e sem nenhuma fiscalização. Então, quanto mais caro elas
puderem cobrar, melhor para elas.
Kátia H. Fernandes -
São Paulo (SP) |