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Ex-segurança do rabino
comandou o ataque à
sinagoga de Caracas
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou que o
grupo de líderes oposicionistas que o acusaram, a seus partidários e ao seu
governo de ter incitado o ataque à sinagoga de Mariperez, está tentando
promover um conflito religioso que não existe no país. “Que eu saiba nosso
povo respeita e dá caráter sagrado a todos os cultos”, afirmou o presidente
em cadeia nacional na terça-feira (10).
Na madrugada de 31 de janeiro, um grupo de criminosos
vandalizou e arrombou o cofre da sinagoga de Mariperez, na capital
venezue-lana. No dia seguinte, antes mesmo que qualquer investigação tivesse
ocorrido, editores de jornais oposicionistas e parlamentares foram aos
canais de televisão dizer que o governo era o promotor da barbárie que
classificaram como “claro antisemi-tismo”.
Após 10 dias de investigação, com 15 pessoas presas e
devolvido o produto do roubo, a oposição já não tem como justificar o
alegado antise-mitismo. Acontece que o grupo que atacou a sinagoga era
comandado por um ex-policial que foi guarda-costas do rabino Isaac Cohen
durante quatro anos. Aparentemente, ao sair do emprego em dezembro do ano
passado, Edgar Alexander Cordero pediu um empréstimo ao rabino que lhe foi
negado.
A perícia determinou que o corte de energia que desligou a
cerca elétrica foi feito de dentro do prédio, com a ajuda do vigia, com quem
Cordero trocou mensagens de texto quando já estava do lado de dentro da
sinagoga.
Segundo o diretor do Corpo de Investigações Científicas,
Penais e Criminalísticas (CICPC), Wilmer Flores Trosel, a motivação do crime
foi financeira, mas a polícia “não descarta a participação política”.
Há apenas alguns dias da votação da emenda constitucional
que decidirá sobre a liberdade de eleições no país, a campanha pelo Não,
liderada pelos mesmos editores de jornais e parlamentares que acusam o
governo, tem jogado cada vez mais sujo.
Usando o ataque à sinagoga, tentaram qualificar o governo
como estimulador de suposto antisemi-tismo no país após a ação que ocorreu
logo após o posiciona-mento veemente do governo contra o massacre promovido
por Israel em Gaza.
Os fatos desquali-ficam a acusação, além do agradecimento
do rabino Isaac Cohen ao governo pela celeridade das investigações, a prisão
dos culpados e a devolução imediata de seus pertences retrata mais a
realidade do que denúncias vazias feitas pela mídia golpista.
“Quiséramos que com a mesma intensidade que esses setores
acusaram o governo nacional esclareçam que o Executivo não tem nada a ver
com o fato e até, pelo contrário, colocou a disposição das investigações
todos os recursos e resolveu o caso em tempo recorde”, afirmou o
vice-presidente Ramón Carrizalez Rengifo.
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