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Governo de Lee Myung
Bak faz ressurgir a repressão fascista na Coréia do Sul
O governo do sul da Coréia anunciou no fim de 2008 a
decisão de instalar um comitê especial para investigar sobre os direitos
humanos na Coréia do Norte, argumentando que, supostamente, a RPDC não
respeita os direitos humanos.
Ato seguido, a Frente Democrática da Coréia do Sul declarou
em Seul que “o grupo de Lee Myung Bak, desde que assumiu o poder há cerca de
um ano, vem difamando e caluniando a Coréia Popular em adesão à campanha
norte-americana contra o Norte no que se refere à questão dos direitos
humanos. Tal atitude do governo do sul mostra a natureza servil aos
interesses dos EUA e conflituosa em relação aos conacionais”.
Lee Myung Bak, ao receber Bush em Seul em agosto de 2008
pôs-se de acordo com as palavras ofensivas contra a RPDC por ele proferidas
durante sua estadia na capital sulista, e prometeu-lhe “fomentar os
problemas relativos aos direitos humanos na RPDC”.
Deixando de olhar o próprio rabo, e submissa ao derrotado
Bush, na última reunião da ONU a Coréia do Sul voltou a apresentar proposta
de resolução condenando a RPDC por violação dos direitos humanos.
É fato que, depois que Lee Myung Bak assumiu o governo no
sul da Coréia houve grande retrocesso nas negociações de paz na península
coreana e ressurgiu no país a repressão fascista que prende estudantes,
reprime manifestações de trabalhadores, invade jornais, TVs e sedes de
entidades democráticas de oposição, que vêem seus arquivos vasculhados e
seus documentos confiscados ilegalmente.
Em meados de dezembro foi detido para interrogatório Ri Sok
Haeng, presidente da CSS - Confederação Nacional dos Sindicatos da Coréia do
Sul, por sua participação nas manifestações que tomaram conta da capital e
do interior do país contra a importação de carne dos EUA. Imediatamente, o
Tribunal local de Seul emitiu uma ordem de prisão. Ri Sok Haeng foi preso
por “violar” a lei de reunião e manifestação.
A Confederação Nacional dos Sindicatos (CSS) - e o próprio
Ri - é hoje uma espinha na garganta do governo conservador de Lee que quase
sofreu um impeachment tamanha a insatisfação popular com seu governo. Tais
insatisfações têm se agudizado com a repressão às manifestações e atividades
convocadas pelo movimento democrático e pelos trabalhadores liderados pela
CSS. É patente violação dos direitos humanos no sul da Coréia e por isso,
tem crescido no movimento democrático a exigência de que a questão da
violação dos direitos humanos no sul pelo governo de Lee Myung Bak seja
discutida internamente e nos fóruns internacionais.
“A iniciativa de Lee e seu partido, o conservador GPN, de
criar um comitê para investigar se a RPD da Coréia viola ou não os direitos
humanos é apenas uma tentativa de desviar a atenção dos próprios problemas e
submeter mais uma vez os sul-coreanos aos interesses de forças
estrangeiras”, afirmou o porta-voz da Frente Democrática do Sul da Coréia.
Ao contrário do que diz o governo de Seul, a Coréia Popular
não desrespeita os direitos humanos, mas os garante ao seu povo. A RPDC por
ter um governo socialista assume como tarefa do Estado garantir as
necessidades crescentes das massas, de toda a população. Tendo em conta o
interesse coletivo é mais democrática do que qualquer pseudo democracia
liberal.
ROSANITA CAMPOS |