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Servidores cobram de Serra
a abertura de negociação e respeito à data-base em SP
Nesta quarta-feira, os servidores do Estado de São Paulo
realizam manifestação na capital, em frente à Secretaria de Gestão Pública, às
14 horas, na rua Bela Cintra, 847, pela abertura de negociação e respeito à
data-base da categoria.
De acordo com o professor Carlos Ramiro de Castro,
coordenador da representação do funcionalismo público estadual, "apesar de ter
sido aprovada pela Assembléia Legislativa, o governo Serra não toma conhecimento
da data-base dos servidores e nem negocia, o que é muito ruim". Desta forma,
alertou, há um clima pesado entre os cerca de 800 mil funcionários públicos,
"pois a defasagem salarial acumulada é grande e os reajustes, quando vêm, são
muito pequenos e parciais, para os que mais pressionam; nunca são para todos".
"O funcionalismo necessita de reajustes anuais de salário,
que sejam incorporadas as gratificações e que haja melhoria nas condições de
trabalho para que tenhamos um serviço público de qualidade", acrescentou Carlão.
Em vez disso, lembrou, o governo Serra não destinou nada para reajuste salarial
no Orçamento de 2009: "pela peça orçamentária o Orçamento é zero!". Nos últimos
três anos, recordou o sindicalista, em vez de reajuste, o governo tem se valido
de gratificações, "que prejudicam os aposentados e o funcionalismo, pois não
incidem sobre a evolução da carreira". Além disso, condenou, a administração
tucana faz uso dos tais "bônus de merecimento, onde a ‘premiação' é dada a
partir de um critério extremamente subjetivo, como incentivo à disciplina e à
chefia. Poucos recebem e a maioria continua com o salário arrochado".
Carlão enfatizou que a prioridade da mobilização da próxima
quarta-feira é a valorização do profissional, garantindo salário digno, formação
continuada para sua atualização e efetiva melhoria dos serviços. "As atuais
condições de trabalho são extremamente adversas, tanto para o funcionário como
para o usuário, e ambos ainda sofrem com a falta de infraestrutura".
Conforme o representante do funcionalismo estadual, "o que
marca o governo Serra e os governos tucanos é o autoritarismo, como as recentes
medidas da Secretaria Estadual de Educação com sua ‘provinha', prejudicando a
todos". "A arrecadação cresceu. O ano passado foi recorde. Portanto, há recursos
públicos que não estão sendo repassados para melhorar os serviços, já que estão
jogando abertamente na sua privatização e terceirização, que influenciam
negativamente na qualidade dos serviços. Precisamos de concursos públicos para a
contratação de mais funcionários capacitados, treinados, que integrem a ação do
Estado, que tenham compromisso com o bom andamento do trabalho, com o
atendimento", declarou. Lembrando que se está falando de serviços sensíveis,
pois dialogam com questões caras à população como "saúde, educação e
transporte", Carlão quer "mais responsabilidade da administração estadual, para
que não ocorra tragédias como a da segurança das Casas Bahia, que matou uma
pessoa e a direção diz que não tem nada com isso, que o problema é da empresa
terceirizada contratada". |