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O
testemunho do mais eminente ministro da Agricultura soviético
Benediktov: A
URSS na época de Stalin e depois dele - (2)
É
inestimável o relato de Ivan Alekssandrovitch Benediktov, ministro da
Agricultura da URSS durante e após o período de Stalin, nesta segunda parte de
suas entrevistas ao jornalista V. Litov, sobre sua experiência e convivência com
os demais dirigentes do país, em especial o contraste entre momentos diferentes
da história soviética.
A alguns, depois
de tantos anos de fantasmas neoliberais que circularam após a queda da URSS,
poderá parecer estranha a observação de Benediktov, feita em 1980, sobre a
tentativa dos monopólios capitalistas de estabelecer alguma “planificação” no
mesmo momento em que, na URSS, Kruschev e sucessores abriam mão dela,
crescentemente, em favor de “mecanismos de mercado”.
No entanto, a
observação é essencialmente correta, inclusive hoje. O neoliberalismo, com sua
conversa fiada sobre o “livre mercado”, apenas borrou a visão - e acelerou a
decomposição - dessa “planificação monopolista”, mas não a suprimiu. Depois do
sucesso da economia planificada da URSS nas décadas de 30 e 40, e do desastre
das economias ocidentais na crise iniciada em 1929, os monopólios tenderam a uma
certa planificação, que era limitada, bloqueada e pervertida pela própria
existência, intrínseca ao capitalismo, do mercado – que, por sinal, nada tinha
de “livre”. Enquanto isso, após Stalin, os revisionistas adotavam, dentro do
socialismo, uma caricatura do mercado capitalista de 100 anos antes,
restringindo cada vez mais a planificação consciente da economia.
C.L.
LITOV -
Pelo que conheço dos documentos oficiais e afirmações de
destacados historiadores, quem começou a desembaraçar-se de pessoas talentosas
ao mais alto nível, foi exatamente Stalin, cuja política de quadros você
considera exemplar…
BENEDIKTOV -
Se quiser compreender a essência dos problemas você
tem de pensar mais com a sua própria cabeça. Desde a chegada de Kruschev ao
poder surgiram tantas falsidades nesses documentos que nos causam, por vezes,
assombro: como foi possível aparecerem tais coisas nas nossas publicações
partidárias, comunistas?! Quanto a esses “destacados” cientistas-especialistas
que hoje escrevem uma coisa, amanhã outra e depois de amanhã outra ainda, também
são uma fonte muito pouco confiável.
Quanto ao fundo da questão, durante o período
de Stalin a promoção para os mais altos escalões do governo baseava-se
exclusivamente nas qualidades políticas e de competência (claro que houve
exceções, mas eram bastante raras, o que confirmava a regra). O principal
critério era a capacidade de uma pessoa para, num curtíssimo prazo, alterar uma
situação para melhor. Não eram tidas em conta quaisquer considerações de
fidelidade pessoal ou proximidade com o “chefe”, o chamado “pistolão”, para não
falar das relações parentesco-familiares. Para além disso, as pessoas com quem
Stalin simpatizava particularmente serviam de exemplos para os outros e o grau
de exigência era mais rígido e severo. Refiro-me a V.M. Molotov, a G.K. Jukov, a
N.A. Voznessenski, ao construtor de aviões A.S. Iakovlev e alguns outros…
O autêntico sistema bolchevique existente
nesses anos na seleção e distribuição de quadros permitia que nos postos-chave
do Partido, Estado e Exército, estivessem efetivamente as pessoas mais
talentosas e preparadas do ponto de vista profissional, que realizaram, segundo
os padrões atuais, feitos impossíveis, literalmente milagrosos. N.A Voznessenski,
A.N. Kossiguin, D.F. Ustinov, V.A. Malechev, I.F. Tevossian, B.L. Bannikov, A.I.
Chakhurin, N.C. Patolitchev são apenas alguns dos muitos que possuíam enorme
capacidade e talento e, o que não é menos importante, ocuparam altos cargos no
auge das suas forças. No período de Stalin, o governo soviético, pela sua
composição etária, era certamente o mais jovem do mundo. Eu, por exemplo, tinha
35 anos quando me designaram Comissário do Povo para a Agricultura da URSS, e o
meu caso não foi nenhuma exceção, mas antes constituía a regra. A maioria dos
comissários do povo tinha mais ou menos essa idade e mesmo muitos secretários
regionais do partido, nessa altura, não teriam mais do que 30 anos. A palavra de
ordem, “Entre nós, os jovens têm caminho em todo o lado”, nos anos 30 e 40, era
aplicada à vida de forma consequente, com persistência e uma firmeza férrea.
Quando comecei a trabalhar numa instituição para a agricultura, ainda muito
novo, tinha a firme convicção de que o meu sucesso na carreira dependia
exclusivamente dos meus méritos e esforços e não das conjunturas criadas ou da
interferência de familiares influentes. Como muitos outros da minha geração,
sabia que se me revelasse à altura das funções não ficaria muito tempo no mesmo
lugar, não teria de “mendigar” durante longos anos uma promoção em seguida a
outra, desperdiçando a energia e a vitalidade da juventude em classificar
papelada burocrática, mas que rapidamente me abririam caminho, “subindo-me”
vários degraus para “cima”, para onde se influencia e decide.
Posso afirmar com todo o fundamento que a
opção de promover jovens era uma linha consciente, pensada nos seus diversos
aspectos e exaltada, quer pelo próprio Stalin, quer por outros membros do Birô
Político do Comitê Central de nosso partido. Esta linha revelou-se inteiramente
adequada. Estou convencido de que se nós tivéssemos entrado em guerra com
comissários do povo e comandantes do exército sexagenários, o resultado poderia
ter sido outro… Só pessoas jovens, criativas e capazes de pensar para além dos
padrões habituais poderiam resolver as tarefas de complexidade inédita e [aguentar]
a tremenda pressão dos anos da guerra.
Recordo-me a este propósito de Dimitri
Fedorovitch Ustinov, que foi Comissário do Povo para o Armamento durante a
guerra. Ainda muito jovem, não possuindo, naturalmente, uma grande experiência
de vida e como engenheiro, teve a coragem de tomar em algumas horas, por sua
conta e risco, várias importantes decisões sobre a construção e equipamento de
fábricas militares, que normalmente exigiriam muitos meses de trabalho de
grandes equipes e o envolvimento dos institutos de projetos, e outros tantos
meses para coordenar a ação com as diversas instâncias… No entanto, como
reconheceram os especialistas, Ustinov não se enganou nos cálculos…
Ou Avraami Pavlovitch Zaveniaguin, que tanto
fez também pela defesa, pela ciência e equipamento. “Isso é impossível,
inconcebível, contraria a experiência internacional”, alarmavam-se os nossos
altos intelectuais, cientistas, luminares e especialistas. Mas Zaveniaguin
conseguiu o que queria e realizou aquilo que era “impossível” e “inconcebível”.
Veja ainda a composição do alto comando do
Exército Vermelho. É claro que as repressões de 1937-1938 enfraqueceram-no e
permitiram que alguns marechais e generais com espírito antigo reforçassem as
suas posições. Mas, paralelamente, prosseguia o processo de seleção e formação
de pessoas talentosas, capazes de conduzir a guerra segundo os métodos modernos.
Em geral, nas vésperas da guerra, os postos de comando, quer no exército quer no
Estado-maior, eram ocupados na sua esmagadora maioria por pessoas de mérito,
oficiais militares capazes, cujo acerto da escolha viria a ser confirmada pela
brutal experiência dos combates. G.K. Jukov, A.M. Vasilevski, K.K. Rokossovski,
I.S. Konev, K.T. Meretskov e outras gloriosas figuras militares nossas,
conseguiram impor-se nos campos de batalha aos melhores cabos de guerra da
Alemanha de Hitler, que possuía, indiscutivelmente, o exército mais poderoso do
mundo capitalista.
Mas não se tratou apenas do memorável
talento, patriotismo e entusiasmo revolucionário do nosso povo. Todas essas
excelentes qualidades, como nos mostra a experiência dos últimos anos,
desaparecem quase completamente quando não existe ordem e a devida organização
das coisas, quando está ausente o autêntico sistema bolchevique de seleção,
promoção e estímulo das pessoas com talento.
Não posso concordar com a afirmação de alguns
“peritos” em história, de que as pessoas jovens e dotadas foram chamadas ao
aparelho do Estado e do partido para preencher o “vácuo” criado pelas repressões
dos anos 30. Em primeiro lugar, com os jovens, ombro a ombro, trabalhavam
quadros mais velhos e experientes, garantindo uma combinação bastante eficaz
entre juventude e experiência. Em segundo lugar, e isto é o principal, mesmo
depois das repressões de 1937, não faltavam candidatos para os postos-chave,
incluindo experientes figuras de mérito. Digo isso com toda a segurança, porque
me recordo bem da situação existente, nessa época, nos ministérios ligados à
agricultura. E, nos restantes, o quadro era sensivelmente o mesmo. Recordo-me
também do descontentamento dos veteranos, membros do partido desde antes da
revolução, com a nomeação de jovens comissários do povo. Havia de tudo… Mas o
Comitê Central defendia firmemente a sua linha, não fazendo quaisquer concessões
a serviços e feitos heróicos anteriores.
Independentemente do que possam dizer sobre
Stalin, enquanto ele desempenhou funções de direção esteve sempre rodeado de um
número de pessoas capazes e talentosas incomparavelmente maior do que Kruschev,
sem falar dos seus sucessores. Diga-se também que a responsabilidade pelas
falhas era concreta, individual e não diluída no coletivo como agora, quando
desaparecem bilhões e regiões inteiras são deixadas ao abandono sem que nunca se
identifiquem os responsáveis! No nosso tempo, uma situação desse tipo era
simplesmente inconcebível. Um Comissário do Povo que permitisse um gasto
excessivo de dois ou três mil rublos punha em risco não o seu cargo, mas a vida!
Admito que para alguns isto possa parecer cruel, no entanto, do ponto de vista
dos interesses estatais e do povo, tal procedimento, em minha opinião, é
plenamente justificado.
É sem dúvida positivo que, nos últimos anos,
tenham terminado os ataques a Stalin por parte de indivíduos com mentalidade
pequeno-burguesa ou de vítimas das repressões, e se tenha começado a mostrar de
forma mais objetiva a sua atividade estatal e militar. No entanto, infelizmente,
os métodos e estilo de trabalho não foram regenerados, talvez simplesmente não o
consigam fazer...
LITOV - Fica-se com
a impressão de que você rejeita radicalmente a reforma de 1965
[NOTA: o centro dessa “reforma”, elaborada pelo então
primeiro-ministro A. N. Kossiguin, era a introdução de “mecanismos de mercado”
na economia soviética] e vê a
salvação no slogan stalinista “Os quadros resolvem tudo”. No entanto, esta
reforma não foi de longe uma invenção de gabinete de burocratas decididos a
vingar-se de Stalin, custe o que custar. Mais do que uma vez aconteceu
encontrar-me com dirigentes de empresas e kolkhozes dos mais avançados, que se
queixavam dos defeitos do sistema económico criado nos anos 30 e 40, em especial
quanto aos índices de avaliação. Da mesma forma, a «gravitação» em torno do
fator quadros está ligada, pelo visto, a especificidades da história do nosso
País e é pouco provável que hoje se justifique, tanto mais que contradiz a
experiência mundial...
BENEDIKTOV -
As pessoas aspiram sempre ao melhor, enquanto os
dirigentes, mesmo os mais empenhados, desejam um alívio da sua pesada e
frequentemente ingrata missão. Humanamente é possível entender ambos: o
nivelamento salarial, a incompetência das “cúpulas”, atingem dolorosamente
sobretudo os coletivos mais empenhados. No entanto, a resolução de questões de
Estado exige uma atitude de Estado que não pode submeter-se a interesses
pessoais ou setoriais, aos quais, infelizmente, se vergam pessoas de grande
dignidade que me merecem todo o respeito.
Posso dizer que apóio a atual revisão, mas
nunca uma alteração capital do nosso sistema econômico, já que as suas enormes
potencialidades e possibilidades, repito, estão demonstradas nas experiências
dos anos 30, 40 e 50.
Não avalio todas as reformas de Kossiguin da
mesma forma. Alekssei Nikolaievitch [Kossiguin], a quem respeito profunda e
sinceramente, foi, indiscutivelmente, o mais competente, hábil e conhecedor
dirigente econômico dos últimos anos, o que, refira-se, provocou uma manifesta
hostilidade por parte de Kruschev, que não suportava pessoas mais aptas do que
ele. Nas propostas de Kossiguin existem elementos valiosos e úteis, os quais
podem e devem ser aplicados ao mecanismo econômico. Mas apenas como elementos
rigorosamente subordinados ao princípio da planificação. No seu conjunto, a
orientação para o lucro, para a ativação das relações monetário-mercantis, com
objetivo de restaurar os fatores de mercado como base reguladora do
desenvolvimento, nas nossas condições, é extremamente prejudicial e perigosa.
Uma tal alteração da estratégia econômica conduzirá inevitavelmente, e já
conduziu, à desvalorização do caráter planificado da economia, ao declínio da
disciplina estatal em todos os escalões, à acentuação de processos
incontroláveis econômicos e sociais, ao aumento dos preços, inflação e outros
fenômenos negativos. Existem, claro, determinados efeitos positivos. Mas, no
quadro dos efeitos negativos que enumerei, não são relevantes.
LITOV -
Nos seus pontos de vista, Ivan Alekssandrovitch, existe, na minha
opinião, uma clara contradição. Você afirma que o afastamento do sistema
econômico stalinista teve um enorme efeito negativo. Contudo, na prática, esse
afastamento não existiu: as reformas dos anos 60 não se concretizaram, patinaram
logo nos primeiros passos. No essencial, nas últimas décadas, manteve-se o mesmo
sistema que foi criado nos anos 30 e 40. Neste sentido é mais lógico pressupor
que as nossas dificuldades decorrem da essência do próprio sistema e não como
resultado da sua alteração...
BENEDIKTOV - Eu já lhe falei dos maus capitães que são capazes de
encalhar o mais moderno navio... É verdade que as reformas de Kossiguin
patinaram, aqui você tem razão. No entanto, mesmo assim alguma coisa conseguiram
fazer, abalando o princípio da planificação e a disciplina do Estado. Pergunte a
qualquer diretor de fábrica o que é que ele precisa em primeiro lugar para
cumprir o plano e garantir uma produção de qualidade. Certamente que lhe dirá: o
fornecimento regular de materiais e equipamentos, ou seja o cumprimento por
parte dos fornecedores de todas as suas obrigações. Ora, é exatamente este
aspecto que hoje está colocado em segundo plano, cedendo lugar aos índices de
valor e à busca do lucro.
Admito perfeitamente que se as reformas de
Kossiguin tivessem sido realizadas até o fim e não medrosamente apenas em parte,
como agora se habituaram a fazer com qualquer questão, uma série de índices
econômicos melhoraria significativamente. Mas isso teria um preço demasiado alto
e, o mais importante, custos sociais que do ponto de vista dos interesses do
Estado não se justificariam. Nesse caso, o remédio proposto pelos adeptos das
reformas cardinais teria um efeito pior do que a doença: com a ajuda de tais
“medicamentos” uma doença pulmonar transformar-se-ia num tumor cancerígeno.
Felizmente, por enquanto, os efeitos
negativos do modelo de mercado revelam-se, por assim dizer, na sua variante
congelada e diminuída. Na Iugoslávia, onde repercutem de forma mais decidida e
consequente, e onde há muito ultrapassaram a fase na qual nos encontramos, esses
efeitos negativos manifestaram-se em todas as suas variantes. O voluntarismo dos
mercados provocou graves distorções entre os diferentes ramos do aparelho
econômico, entre regiões inteiras do País, a base científica-tecnológica
envelhece irremediavelmente, enquanto a economia está literalmente entregue aos
egoísmos de “grupo”. Apesar da Iugoslávia ter conseguido nos anos do pós-guerra
elevar substancialmente o nível de vida da população, ter alcançado nítidos
êxitos na produção de várias mercadorias e no conjunto dos ramos do setor de
serviços, este incremento foi obtido numa base malsã e à custa de fatores que
inevitavelmente conduzem à formação de uma situação explosiva e a uma crise
geral da sociedade, o que, aliás, é dito abertamente pelos principais
economistas do país.
O “socialismo de mercado” conduziu a um
aumento insustentável da inflação, a uma acentuada diferenciação e polarização
social (a tal ponto que, neste aspecto, a Iugoslávia já ultrapassou vários
países capitalistas), a um desemprego maciço e, como consequência natural, ao
crescente descontentamento de amplas camadas de trabalhadores, sobretudo
operários, cujas greves, há muito, tornaram-se um acontecimento habitual. Não
tenho dúvida de que, se abrirmos todas as eclusas ao mercado voluntarista no
nosso país, espera-nos um futuro igual ou até, talvez, pior... São ingênuas as
esperanças de que tal voluntarismo poderá ser contido dentro dos limites do
socialismo e sob o controle do plano. Na Iugoslávia, muitos economistas sensatos
e dirigentes tentaram - e não conseguiram nada. É que, nessa matéria, agem
fatores objetivos que não podem ser anulados com vontades subjetivas, mesmo que
sejam as mais bem intencionadas...
Falemos, então, da “experiência mundial”. A
tendência aqui, por sinal, não é favorável aos fatores de mercado, antes pelo
contrário. O reforço dos princípios da planificação e a aposta no futuro são
elementos que se observam hoje em todas as maiores corporações americanas,
japonesas e da Alemanha Ocidental, que determinam o clima da economia
capitalista. Os gestores das companhias florescentes, em especial das japonesas,
pensam cada vez mais no dia de amanhã e mesmo no depois de amanhã, dão passos
que contrariam a regulação mecanicista da conjuntura do mercado. Sem falar do
crescimento do setor econômico estatal em praticamente todos os países
capitalistas e da adoção e realização com sucesso de programas econômicos e
técnico-científicos de longo prazo, área na qual em alguns aspectos até fomos
ultrapassados pelos capitalistas. Enquanto isso, os seus economistas
“inovadores” apresentam o alinhamento pelas referências monetárias mercantis
quase como a panaceia para todos os males!
Se pretendemos retirar alguma coisa de útil
do estrangeiro, e não apenas falar disso do alto das tribunas, é preciso começar
pela criação de um autêntico sistema científico e moderno de formação,
desenvolvimento e promoção de quadros. Nisto, o Ocidente deixou-nos muito para
trás. Veja-se o fato de que, mesmo com um nível semelhante de equipamento
técnico de produção, as firmas capitalistas, através dos chamados fatores
organizacionais, determinados em primeiro lugar pela competência dos quadros
dirigentes, conseguem uma produtividade do trabalho duas a três vezes superior à
nossa. Os empresários ocidentais dão mais atenção e tempo à questão da
preparação de quadros do que às reorganizações e reestruturações. Penso mesmo
que os saltos que damos, de um extremo ao outro, nessas reorganizações levariam
à falência, ao fim de duas semanas, qualquer empresa capitalista, mesmo a mais
florescente.
Continua na próxima edição. |