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Montadoras batem recorde nas vendas com redução do IPI e mesmo assim querem
arrochar trabalhadores
As
medidas tomadas pelo governo de reduzir o Imposto Sobre Produtos
Industrializados (IPI) dos automóveis e de liberar R$ 8 bilhões em crédito
estatal para as montadoras impulsionaram as vendas de veículos no final do
ano passado. Dados divulgados pela Federação Nacional de Distribuição de
Veículos Automotores (Fenabrave), na terça-feira, dia 6, demonstrou que a
venda de veículos novos no país aumentou 11,54% em dezembro em relação a
novembro. De outubro para novembro as vendas do setor apresentaram uma queda
de 22,28%, de acordo com a Fenabrave.
As montadoras venderam em dezembro 345.447
unidades, entre automóveis, veículos comerciais leves, caminhões, ônibus e
motocicletas - frente a 309.712 em novembro.
Mesmo com a queda verificada no início do quarto
trimestre, em todo o ano de 2008 as vendas de automóveis superaram em 14,15%
as de 2007, com um recorde de 4.849.497 veículos vendidos. “O resultado foi
muito melhor do que a gente podia imaginar há 90 dias. A queda começou entre
outubro e novembro e a ameaça era de que dezembro fosse pior que novembro. A
gente esperava uma previsão de queda de 19% em 2009 em relação a 2008 e de
7% em relação a 2007. Agora, a gente já espera crescimento de 3,13% em 2009
em relação ao ano passado”, afirma Sérgio Reze, presidente da Fenabrave.
Apesar dos números positivos e recordes nas
vendas, as montadoras insistem em dar férias coletivas aos trabalhadores,
considerada a ante-sala das demissões. A exemplo da General Motors, que vai
colocar em férias coletivas para mais de 300 funcionários a partir da
próxima semana, enquanto que a Renault anunciou a suspensão de mil contratos
de trabalho (ver matéria na página 5). A alemã Volkswagen divulgou que está
estudando reduzir a semana de trabalho na fábrica do Paraná, além de cogitar
igual medida para a linha de montagem no ABC paulista. |