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Os 13
técnicos que foram denunciados pelo MP
Fábio Andreani Gandolfo era diretor do
Via Amarela na época do acidente. Segundo o MP ele se omitiu, pois não
acompanhou o dia-a-dia da frente de obra, deixando de supervisionar o que lá
acontecia. Também deixou de cobrar de seus subordinados as informações sobre o
andamento da obra, não adotando nenhum procedimento corretivo.
Takashi Harada era responsável pela
gestão do projeto. Ele, segundo o promotor, desconsiderou a incompatibilidade
entre o projeto e a execução da obra, não se preocupou em realizar estudos que
dimensionassem as conseqüências das alterações executadas e, mesmo tendo
participado da reunião no dia anterior que detectou a instabilidade do terreno,
admitiu a continuidade da obra.
O promotor afirma que José Maria Gomes de
Aragão, responsável pela execução das obras no canteiro, e Alexandre
Cunha Martins, responsável pela gestão da obra, não adotaram nenhuma
providência para adaptar o projeto à realidade da escavação nem questionaram as
modificações no projeto. Para Hossepian, foram eles que permitiram a continuação
e o aumento do ritmo de escavação, apesar da instabilidade detectada no dia
anterior ao desabamento.
Para o promotor, Murillo Dondici Ruiz,
projetista contratado pelo consórcio, deveria ter cobrado do engenheiro Aragão
as razões que levaram à inversão do sentido e aprofundamento da escavação.
Alberto Mota e Osvaldo Souza Sampaio,
assistentes técnicos de obra, eram ambos integrantes da equipe de projetistas e
foram denunciados por deixar de questionar as alterações na execução da obra.
Luís Rogério Martinati, era coordenador
das ações desenvolvidas por Mota e Sampaio. Segundo o MP, mesmo sabendo da
instabilidade que acometia as paredes do túnel, não lançou qualquer manifestação
pela paralisação das escavações no canteiro.
Marco Antônio Buoncompagno, gerente de
construção/projeto da Linha 4 e funcionário do Metrô, tinha o dever de verificar
o trabalho desenvolvido pelo Via Amarela e avisar sobre qualquer defeito.
José Roberto Leite Ribeiro, responsável
pelo Departamento de Construção Civil do Metrô, deveria cobrar informações sobre
os procedimentos técnicos adotados, sempre tendo como base o projeto executivo.
Cyro Guimarães Mourão Filho, coordenador
da fiscalização de campo da Linha 4, não adotou qualquer ação para acionar
formalmente seus superiores - Buoncompagno e José Roberto - para que eles
exigissem providências corretivas e preventivas ou até mesmo a paralisação da
obra.
Jelson Antônio Sayeg de Siqueira e
German Freiberg, eram fiscais de obra e funcionários do Metrô e estão sendo
denunciados por não fazer qualquer comunicação formal ao consórcio, tampouco a
seus subordinados - Buoncompagno, José Roberto e Cyro - de tudo aquilo que se
passava. Agindo assim, diz o MPE, agiram de forma negligente. |