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Governo
tinha conhecimento dos riscos 1 ano antes da tragédia
O laudo do Instituto de Criminalística (IC) sobre o desabamento das obras da
futura Estação Pinheiros, da Linha Amarela constatou que vários fatores
contribuíram para a tragédia, mas a causa preponderante, de acordo com os
peritos, foi a não paralisação das obras um dia antes do acidente, quando foram
identificadas anormalidades no terreno.
O governo do Estado tinha conhecimento de riscos verificados na região em
consequência das obras um ano antes da tragédia. Documentos internos do Metrô -
empresa subordinada à Secretaria estadual de Transportes Metropolitanos - mostra
um afundamento na Rua Capri verificado no dia 10 de janeiro de 2006, nas
proximidades da estação que ruiu.
O caso foi debatido em reunião realizada no mesmo dia entre representantes do
Metrô e do Consórcio Via Amarela, e consta nas atas das reuniões entregues ao
parlamentares na Assembléia Legislativa do Estado no ano passado.
Nesta reunião foram relatados problemas com uma movimentação atípica no solo.
Segundo a ata do dia 10, foi acertada a contratação de uma consultoria “para
identificar o aprofundamento da Rua Capri” e enviar ao Metrô as conclusões e as
providências a ser tomadas.
Num e-mail datado de 26 de maio de 2006 (4 meses depois de constatado o
afundamento na rua), uma funcionária do Metrô relata as reclamações de Carmen de
Leoni, moradora da casa número 87 da Rua Capri. “A senhora Carmen reclama que há
trincas e rachaduras pela casa toda. Esses problemas ocorrem há oito meses e
ninguém resolveu até agora”, afirma a funcionária. No dia 23 de janeiro, depois
da tragédia da Estação Pinheiros, a casa foi demolida. |