Em nota, as centrais sindicais brasileiras condenaram
os criminosos ataques israelenses contra o povo palestino iniciados, com
mais intensidade, a partir do dia 27 de dezembro passado.
"A CUT exige o fim imediato da invasão terrestre da
Faixa de Gaza, o fim dos bombardeios e do bloqueio que impede a chegada de
ajuda humanitária e submete 1,5 milhão de palestinos residentes no enclave à
falta de água, de luz e de alimentos", destacou central em nota, denunciando
que "a agressão sionista já provocou mais de 700 mortos na população civil,
muitos deles crianças, mulheres e anciãos".
Para a CUT, é inaceitável a versão do governo
israelense, de que estaria agindo em defesa própria. "Sob o pretexto de uma
ação de caráter ‘defensivo’, o exército de Israel destrói escolas,
hospitais, residências, matando um sem-número de civis inocentes, num caso
típico de terrorismo de Estado", afirma a entidade.
A mesma indignação e repúdio foi manifestada pela CGTB,
que condenou os criminosos bombardeios em Gaza perpetrados por Israel,
inclusive com bombas de fósforo branco e urânio depletado. "A CGTB expressa
sua solidariedade ao Povo Palestino, somando-se à crescente voz da
comunidade internacional, aos governos amantes da paz, da soberania e da
justiça, que não admitem mais essa agressão; assim como insta a Organização
das Nações Unidas para que exerça sua autoridade e aplique as várias
resoluções adotadas em favor do Povo Palestino e contra o terrorismo de
estado praticado pelo governo de Israel", sublinha a nota.
"A central afirma ainda que "o único caminho para
garantir uma paz duradoura e o fim de crimes como esse, que estão
absolutamente do lado oposto à Carta da ONU e demais normas internacionais,
é acabar com a ocupação, garantindo a criação de um Estado Palestino com as
fronteiras de 1967, com Jerusalém como capital".
Segundo Wagner Gomes, presidente da CTB, "a pressão e
repúdio às ações de Israel aumentam a cada dia em que mais atrocidades são
cometidas e nós, trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, devemos
intensificar as manifestações pela paz entre os povos, condenando de forma
contundente toda ação que coloque em risco a vida de qualquer cidadão
inocente".
O dirigente destacou que "ao mesmo tempo em que todo o
mundo fazia uma grande corrente pedindo a paz mundial no ano que começa, o
Estado de Israel deu início a uma condenável guerra contra o povo palestino,
promovendo ataques aéreos e terrestres, e causando a morte de mais de
civis".