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Ditadura israelense
suprime partidos árabes
A Comissão Central Eleitoral de Israel proibiu os
partidos árabes de concorrerem às eleições parlamentares do dia 10 de
fevereiro. Cerca de um quinto dos sete milhões de habitantes de Israel são
árabes, as legendas ocupam sete dos 120 assentos do Parlamento.
Acatando a reivindicação do partido fascista Israel
Beiteinu, a comissão eleitoral desqualificou o Pacto Democrático Árabe (PDA),
e a coligação dos partidos Ra’am e Ta’al, para as eleições parlamentares,
sob o pretexto de estariam apoiando “a luta armada dos palestinos da
Cisjordânia e de Gaza contra o Estado de Israel”.
“Foi um julgamento político liderados por um grupo de
fascistas e racistas que estão tentando ver o Knesset (Parlamento) sem
árabes, e querem ver o país sem árabes”, afirmou o deputado Ahmed Tibi, da
coalizão Ra’am-Ta’al.
A decisão não afeta parlamentares árabe-israelenses que se
candidatam por partidos judaicos ou pelo Partido Comunista de Israel, que
tem uma lista mista de candidatos árabes israelenses e judeus.
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