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“Vitória de Michel Temer é irreversível”, afirmou o presidente nacional do PDT
A
maioria do PDT já decidiu apoiar o deputado Michel Temer (PMDB-SP) na eleição
para a Presidência da Câmara dos Deputados, seguindo orientação do ministro do
Trabalho, Carlos Lupi. O apoio será formalizado nesta quarta-feira (21), quando
o partido deve anunciar sua saída do Bloco de Esquerda, formado pelo PSB, PDT,
PCdoB, PMN e PRB, que lançou o deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) na disputa.
“A
candidatura do deputado Michel Temer vem trabalhando há muito tempo. O Aldo tem
todo o nosso apoio e respeito, votamos nele duas vezes para a Presidência da
Câmara, mas ele lançou o seu nome depois que o Temer já tinha consolidado sua
candidatura. No nosso entendimento, a vitória do Temer é irreversível”, afirmou
o presidente nacional do PDT, Vieira da Cunha (RS).
Segundo o
pedetista, a maioria da bancada declarou voto ao candidato do PMDB. “Eu estou
fazendo contatos e a tendência é de apoio ao Temer”, disse. “O Bloco (de
Esquerda) foi uma experiência válida, não nos arrependemos. Mas é hora de
reavaliar. Houve bons momentos, outros nem tanto, nas eleições municipais houve
mais desencontros que encontros”, avaliou.
O deputado
declarou ainda que o candidato é visto como o mais “hábil” para dirigir a Mesa
Diretora neste momento. Sobre esse aspecto, o peemedebista concorda, lembrando
que já presidiu a Casa por duas oportunidades (1997-1999 e 1999-2001). “Trago
uma certa experiência dessas duas gestões anteriores. No meu tempo, as coisas
correram com muita tranquilidade e eu espero repetir esse fato”, afirmou.
“A
instituição está comigo”, acrescentou Temer, ressaltando que acumula o apoio de
12 partidos (mesmo sem o PDT). Em entrevista a O Globo, o candidato comentou que
a eleição para a Mesa do Senado não atrapalha sua postulação. “Evidentemente que
se houver uma composição política que permita a outro partido ocupar a
Presidência do Senado, seria um certo equilíbrio, mas isso é uma questão do
Senado”, avaliou.
O candidato
do PMDB destacou que no comando da Câmara vai cumprir “a missão constitucional
de obediência absoluta à harmonia e à independência”, dando sustentação às
competências do legislativo e colaborando com os demais poderes. Temer defendeu
ainda o orçamento impositivo no caso das emendas individuais.
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