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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Gaza
O massacre em Gaza já deixou mais de 1.000 civis mortos, entre eles
centenas de mulheres e crianças. O único governo no planeta a apoiar
esta agressão criminosa de Israel foi o dos Estados Unidos. O alcoólatra
George W. Bush, que está encerrando seu desastroso mandato, carregará na
consciência não só estes mortos, mas também os da agressão ao Iraque e
ao Afeganistão.
Ruggero Bernardo – São Paulo
Democracia
No mínimo, é estranho esse acordo firmado entre EUA e Israel. A
intenção é impedir que o Hamas se fortaleça belicamente, enquanto que os
dois países aliados se fortalecem cada vez mais. Dia 20 deste mês,
assume o presidente eleito dos EUA, Barack Obama. O novo conceito, a
nova mentalidade de Obama, talvez mude a democracia ditada até hoje. Que
a igualdade e direitos passem a valer para todos e não só para os que
têm as rédeas na mão. O velho “modus vivendi” de “fala e dita mais alto
quem tem poder”, precisa ser apagado do mundo democrático. Se é para
professar uma coisa e agir de outro modo, então esse sistema não tem
essência para se vangloriar que professa democracia. A política aplicada
até hoje não está de acordo com o que é professado no sistema
democrático. Se existe um país líder no mundo, é preciso que esse país
use a diplomacia e trate os demais com igualdade, independente de serem
ou não simpáticos à sua posição.
Paulo Hirano - Curitiba (PR)
Sapatada
A despedida de George W. Bush não poderia ser melhor. Fiquei muito
satisfeito ao ver o povo norte-americano dar sapatadas em suas fotos, na
véspera da posse de Obama. Ainda terá que levar muitas sapatadas pelos
crimes que cometeu no comando da maior potência bélica do mundo. A cena
que originou essa nova mania mundial jamais será esquecida em toda a
história.
Marcos Serafim - correio eletrônico
Diplomacia
A atuação da diplomacia brasileira em relação à agressão de Israel
contra os palestinos foi exemplar. O mesmo não posso dizer em relação à
ONU. Se no caso da invasão do Iraque pelos EUA a entidade já havia
demonstrado incapacidade de intervir para impedir a agressão, no caso de
Gaza, para mim, sacramentou a idéia de que a ONU precisa ser
reformulada, o seu Conselho de Segurança ampliado, assim como reduzida a
influência dos EUA.
Maria do Carmo Brito - correio eletrônico
Futebol
O brasileiro, todos sabem, é fanático por futebol, e fanatismo nem
sempre é um sentimento salutar. Se um time conquista campeonatos e ganha
torneios, os seus jogadores viram super-craques. Se a Seleção Brasileira
conquista campeonatos, seja a Copa América, seja o Mundial, os craques
viram ídolos e ganham personalismos. Leão da Copa, Furacão, Pérola
Negra, Folha Seca e Rei do Futebol. Mas, se perdem aí é perna de pau,
pipoqueiro e mercenário. Também sobra para os técnicos. Telê Santana,
antes da desclassificação da Seleção na Copa, era Telê Bacana, mas
depois virou Telê Sacana. Em 1990, Lazaroni virou Lazarão. O fanatismo
no futebol não perdoa nem a fatalidade. Ronaldo era fenômeno no futebol
mundial, mas, ao adoecer em 1998, para muitos simplesmente amarelou.
Felipão foi massacrado pela imprensa do Rio de Janeiro porque não
convocou Romário. Alguns jornalistas mais afoitos diziam que Ronaldo
Fenômeno estava “bichado”. Felipão e o Fenômeno os calaram com a taça do
Penta. 2010 vem aí. Vibrarei se o Hexa vier, mas não vou acabrunhar-me
se caso formos desclassificados. Torço com sentimento e razão, e não só
com a paixão do coração.
Lair Estanislau Alves – Belo Horizonte (MG)
Estrela solitária
Soube que a diretoria do Botafogo planeja mais uma vez fazer
alterações no uniforme do time de futebol, inclusive com a volta do
meião cinza e a introdução de uma terceira camisa, em cor diferente
(azul, laranja, verde, etc.). Sou totalmente contrário a essas idéias. O
time do Botafogo deve usar simplesmente seus uniformes dentro dos
padrões originais. Preto e branco sempre, sem novidades esdrúxulas.
Fernando Cezar - Rio de Janeiro |