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Sarney “não altera trajetória” do PT em relação a Temer, diz Berzoini
O presidente
do PT, Ricardo Berzoini (SP), reuniu-se na quarta-feira com os senadores do
partido para avaliar a sucessão da Mesa da Casa. Após a reunião, Berzoini
reafirmou o apoio do partido à candidatura de Michel Temer (PMDB-SP) à Câmara e
avaliou que “não tem nenhuma razão para alterar a trajetória” em virtude da
candidatura do senador e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), para
a Presidência do Senado. Segundo o presidente petista, a candidatura Sarney não
vai mudar o acordo PT-PMDB pelo qual o partido se comprometeu a apoiar um
candidato peemedebista no próximo biênio.
Em 2007, o
PMDB, apesar de ser a bancada majoritaria, abriu mão de concorrer à Presidência
da Câmara para apoiar o candidato do PT, Arlindo Chinaglia. Em troca foi
assinado o acordo, sem contemplar a eleição no Senado.
Berzoini
declarou que a candidatura do senador Tião Viana (PT-AC) está mantida e que
gostaria de ter o apoio do PMDB como contrapartida ao voto do PT a Michel Temer
na Câmara. “E nós esperamos ganhar”, informou.
O líder do PT
na Câmara, Maurício Rands (PE), também reafirmou na terça-feira que a bancada
vai cumprir o acordo, mesmo com Sarney na disputa, anunciada pelo senador
peemedebista em encontro com o presidente Lula na segunda-feira (19). “A posição
da bancada do PT é cumprir o acordo. Cada Casa tem a sua dinâmica”, revelou
Rands. “Tudo na política tem consequências. Quando reforçamos a aliança com o
deputado Michel Temer, era um grau a mais no fortalecimento dessa relação
PT-PMDB. Mas não vinculação automática à candidatura do Sarney. Não é positivo,
mas também não é algo que comprometa”, avaliou Rands.
A candidatura
de Tião Viana já foi registrada e tem o apoio de 7 partidos (ver matéria acima e
ao lado), mostrando um crescimento razoável. O que pode prejudicar o petista são
as suas declarações contra líderes do PMDB. Apesar de dizer que o PT vai apoiar
Temer ele sinalizou com possíveis deserções. “Com certeza vai ter um impacto (na
eleição da Câmara). Vai haver disputa nos partidos do mesmo jeito que dirigentes
do PMDB no Senado fazem”, afirmou. Ao dizer que não desistirá da candidatura
atacou Sarney e Renan Calheiros com indiretas. “Não faço parte de defesa
paralela de “status quo” do poder dentro do Legislativo. Não faço parte das
crises do Legislativo”, numa referência às acusações que levaram Renan a
renunciar à Presidência da Casa em 2007.
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