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Presidente do
Ipea defende “queda drástica de 4 a 5 pontos” na Selic
Durante a
divulgação do documento “A crise internacional e possíveis repercussões:
primeiras análises”, na terça-feira (20), o presidente do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, afirmou que a taxa de
juros “precisa de uma queda drástica, de 4 a 5 pontos” percentuais.
Segundo Pochmann,
as medidas tomadas pelo governo desde o final de setembro para impedir que a
economia brasileira seja contaminada pela crise norte-americana “apenas
evitam o pior”.
Sobre o
documento, ele informou que é “preliminar” e que “antecipa estudos que estão
sendo desenvolvidos”. O documento consta de três partes. A primeira, sobre a
“manifestação da crise e efeitos sobre o seu epicentro: EUA”. A segunda,
sobre as ações governamentais da China, Rússia, Índia, África do Sul e
Brasil gente à crise. E a terceira, simulações sobre os efeitos da crise em
relação ao emprego, renda, câmbio e inflação no Brasil.
Para o nível de
ocupação se estabilizar é necessário um crescimento do PIB de no mínimo 4%,
este ano. “Abaixo disso, a taxa de desemprego projetada poderá aumentar,
interrompendo a trajetória de queda verificada no período recente”, diz o
Ipea.
Para Pochmann, o
Brasil tem condições de manter o ritmo de crescimento com investimentos em
infraestrutura. “Além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
federal, que já foi licitado e as obras estão em andamento, este ano os
Estados começarão a executar seus PACs. Trata-se de um investimento
importante para manter o ritmo de crescimento”, frisou.
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