Iedi: governo deve condicionar
acesso dos bancos à liquidez ao aumento do
crédito
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento
Industrial (Iedi) ao avaliar os “últimos
resultados da economia e a política de juros”,
às vésperas da reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom), afirmou que “a política
monetária deve ser agressiva e levada, como no
mundo todo, ao limite de suas possibilidades,
algo que está muito distante no caso
brasileiro”.
Segundo os empresários, “ao governo caberia
buscar formas de condicionar o acesso dos bancos
à liquidez e a fundos do Banco Central ao
aumento do crédito, reproduzindo também o que
outros países fazem”.
O Iedi afirma que “é uma abstração achar que a
economia brasileira está sendo, de alguma forma,
poupada do rigor com que a crise internacional
vem afetando outros países desenvolvidos e em
desenvolvimento”. O instituto sustenta essa
avaliação nos resultados da produção industrial
de outubro e novembro e na estimativa para o mês
de dezembro, além dos últimos números do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
“A produção industrial declinou 8% nos dois
meses de outubro e novembro de 2008. Poderá
declinar outros 8% somente no mês de dezembro, o
que redundará em redução acumulada de 16% nos
três meses de crise”. Por outro lado, “se [a
queda do emprego] não for contida por urgentes
medidas macroeconômicas de estímulo monetário,
creditício e fiscal, abrirá uma segunda fase de
impactos da crise internacional sobre a economia
brasileira, desta feita levando esses impactos
para além da indústria e envolvendo os serviços
e os bens agrícolas”.
Para o Iedi, “tão importantes quanto as
políticas acima, são os mecanismos fiscais
voltados para a ampliação de investimentos
públicos, reforço dos programas de habitação e
incentivo ao investimento privado”.