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Sem nova lei do
Petróleo, multinacional Esso diz que vai continuar exploração do pré-sal
Aproveitando-se da demora nas mudanças da lei do petróleo, pretendidas pelo
governo para garantir o controle nacional sobre a exploração da camada de
pré-sal, a multinacional Esso Exploração Santos Brasileira, subsidiária da
norte-americana Exxon Mobil Corp, revelou que está perfurando na região e que
acaba de descobrir indícios de petróleo no bloco BM-S-22, no pré-sal da bacia de
Santos. A Petrobrás teria 20% do bloco e a Exxon, juntamente com a também
americana Amerada Hess dividem, os 80% restantes.
O Conselho
Nacional de Política Energética (CNPE), em reunião com a presença do presidente
da República, realizada em 2008, “determinou à ANP a exclusão das rodadas de
licitações de todos os blocos situados nas bacias do Espírito Santo, de Campos e
de Santos, relacionadas às possíveis acumulações em reservatórios do Pré-sal”.
Decidiu também pela realização estudos “no prazo mais curto possível”, para “as
mudanças necessárias no marco legal que contemplem um novo paradigma de
exploração e produção de petróleo e gás natural”.
Ou seja,
ficaram suspensos os leilões para exploração de qualquer bloco na camada do
pré-sal por empresas privadas, mas mesmo assim a americana Exxon continuou a
operar um poço na região pré-sal da bacia de Santos. E mais, a multinacional não
só está desrespeitando a decisão do CNPE como divulgou nota afirmando que vai
continuar a perfurar. “A perfuração deste poço (Azulão-1) continuará em
andamento até que a meta de profundidade seja alcançada. Mantemos nossos planos
de continuar a perfuração de mais um poço em seguida”, afirmou a Esso.
O bloco
BM-S-22 está localizado no mesmo conjunto de blocos onde a Petrobrás fez
relevantes descobertas como Tupi, Iara, Júpiter, Parati Caramba, Guará, Carioca
e Bem-Te-Vi. O bloco perfurado pela Esso fica logo abaixo do bloco Carioca, onde
a Agência Nacional de Petróleo anunciou, no ano passado, existir reserva de 33
bilhões de barris de óleo equivalente, mais do que o dobro das reservas
brasileiras atuais. Ao lado do bloco estão ainda Caramba e Bem-Te-Vi, também
potenciais jazidas gigantes.
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