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Vendas de
veículos estão em crescimento
A unidade da General Motors (GM) em Gravataí
(RS) decidiu suspender as férias coletivas que seriam adotadas entre 26 de
janeiro e 8 de fevereiro, devido à elevação no ritmo de vendas observado no
setor de carros novos. A empresa informou que a produção seguirá normalmente na
fábrica, que produz os modelos Celta e Prisma, até a semana do carnaval, quando
está prevista uma interrupção entre os dias 23 e 27.
A recuperação nas vendas foi iniciada em
dezembro do ano passado, após a adoção pelo governo de medidas de incentivo ao
crédito e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as
montadoras. Conforme divulgou a Federação Nacional de Distribuição de Veículos
Automotores (Fenabrave), a tendência de alta acelerou no início do ano, com alta
de 9,15% na primeira quinzena de janeiro sobre o mesmo período do mês anterior
no segmentos de carros e veículos comerciais leves. No último mês do ano
passado, as vendas cresceram 10,6% sobre novembro, já invertendo a queda
iniciada em outubro. No fechamento de 2008, as vendas cresceram 14,6% em
comparação a 2007.
Segundo o vice-presidente da GM no Brasil, José
Carlos Pinheiro Neto, todos os modelos fabricados pela montadora tiveram
desempenho positivo desde o anúncio das medidas, com destaque para o modelo
Celta que obteve o crescimento mais expressivo. Com isso, após efetuar paradas
na produção da unidade de Gravataí em outubro, a empresa já havia reduzido a
duração desta etapa de férias coletivas que, pela previsão inicial, deveria ter
começado no dia 19 de janeiro.
No entanto, o bom desempenho da GM não se
limitou aos modelos fabricados na Região Sul. De acordo com a primeira lista de
vendas referente a 2009, divulgada pela Fenabrave, a montadora ficou com a
liderança nacional no segmento de carros de passeio nos primeiros 15 dias de
janeiro, deixando Fiat e Volkswagen para trás.
A façanha ocorreu, principalmente, pelo
crescimento nas vendas da linha de sedãs Corsa/Classic, produzidos na planta de
São Caetano do Sul, que por pouco não desbancou o líder absoluto em vendagens
Gol, fabricado pela Volks.
Não se justifica, portanto, a decisão da empresa
de reduzir drasticamente a produção nesta unidade e a ameaça de demissão a 1.633
trabalhadores temporários, transformada em licença remunerada com prazo
indeterminado por pressão do sindicato da categoria. O balanço da Fenabrave
revela ainda um cenário que desmente a gritaria das multinacionais da indústria
automobilista em torno da crise, apontando que o frenesi não passa de discurso
falacioso para achacar o governo e aumentar lucros.
WALTER FÉLIX |