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Protesto em Brasília
exige a redução drástica da Selic e “Fora Meirelles!”
Na capital federal, o protesto contra os juros altos
ocorreu em frente à sede do Banco Central, onde centenas de manifestantes
entoaram “Fora Henrique Meirelles” e exigiram o “corte drástico” nas taxas
de juros.
Em seu discurso, o presidente nacional da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, afirmou que “é preciso responsabilidade
social” dos membros do Conselho de Política Monetária (Copom). Para o
cutista, é preciso “um corte ousado, drástico, para enfrentar a crise
financeira internacional e suprir a necessidade de crédito e investimento no
país - capaz de gerar renda para a sociedade brasileira”. Artur denunciou
ainda o spread bancário (custo de intermediação de empréstimos) e apontou
que os bancos públicos (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) “devem
ser os primeiros a favorecer o baixo custo do dinheiro”.
O presidente regional da Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil (CGTB-DF), Waldyr Ferreira, denunciou que o BC pratica “uma política
de capachismo, a serviço das grandes corporações internacionais, não
condizente com o que prega o conjunto do governo”. “Com juros menores, as
empresas produzem mais e a economia do país cresce”, sublinhou.
Já o secretário-geral da Nova Central Sindical de
Trabalhadores (NCST), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, defendeu que “o Banco
Central olhe para o povo e siga o discurso de Lula, pois o juro alto é
incompatível com soluções para a recessão e o desemprego, enquanto os
banqueiros continuam tendo lucros astronômicos”. |