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Devastação deixou mais de 50 mil sem teto
A agressão criminosa israelense à Faixa de Gaza deixou pelo
menos 50 mil 800 palestinos sem moradia, e mais de 400 mil pessoas não
contam com uma quantidade mínima de água potável que garanta sua
sobrevivência, afirma uma avaliação da Organização das Nações Unidas (ONU)
emitida na segunda-feira, dia 19.
De acordo com testemunhas, “Gaza tem o aspecto de cidade
destruída por mil terremotos”. O último balanço de mortos divulgado por
médicos palestinos é de mil 414, e mais de 5 mil 500 feridos, enquanto do
lado israelense foram 13 falecidos, três deles por “fogo amigo”.
Jornalistas que, depois da retirada das tropas, tiveram
acesso à região, puderam verificar a destruição da infra-estrutura em amplos
setores, estourada por contínuos bombardeios, onde ainda se procuram
cadáveres.
Segundo informou a agência humanitária de notícias da ONU,
IRIN, a operação militar israelense causou a destruição de quinze por cento
das casas da Faixa. 20.000 casas foram destruídas, cerca de 4.500 totalmente
arrasadas; 1500 fábricas, comércios e oficinas bombardeadas. As bombas,
jogadas indiscriminadamen-te na região densamente povoada atingiram 20
mesquitas, 25 escolas e hospitais.
A maquinaria pesada que começou a retirar escombros deixou
ao descoberto a devastação. Em duas cidades nenhuma edificação ficou
intacta: Rafah, na fronteira com o Egito, e Jabaliya, perto da fronteira com
Israel.
Porém, nem todos os bombardeios foram a esmo. Os meios de
comunicação palestinos ou de países aliados aos palestinos foram rapidamente
atingidos – e esses sim cirurgicamente - para impedir qualquer informação
objetiva e verdadeira dos fatos. Os estúdios da Al Aqsa TV de Gaza voaram
pelos ares já no dia 28 de dezembro. Dois mísseis impactaram a redação do
Al-Risala, semanário palestino. Minutos mais tarde, acabaram com a gráfica
onde ele era impresso. Aviões de Israel atacaram o prédio de oito andares
conhecido como al-Johara Tower, onde funcionam mais de vinte meios de
comunicação entre os que se incluem a rede árabe Al Alam e o canal iraniano
em inglês Press TV. Vários jornalistas ficaram feridos. Foram des-truídos
numerosos equipamentos de transmissão via satélite. Um míssil foi lançado
contra a torre Al-Shurouq, situada na cidade de Gaza. Um jornalista da rede
Abu Dhabi sofreu lesões. No prédio, cujas coordenadas são conhecidas pelos
altos mandos de Israel, funcionam meios de comunicação como Fox News,
Al-Arabiya e a agência Ramattan. No andar número 12 se encontram os
escritórios da agência Reu-ters. O governo nazi-israelense impediu a
presença em Gaza até da imprensa que costuma lhe ser favorável. |