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Petrobrás vai
investir US$ 174,4 bilhões e diz que não faltará recurso para o pré-sal
A Petrobrás vai investir US$ 174,4 bilhões de 2009 a 2013, anunciou o
presidente da estatal, José Sergio Gabrielli de Azevedo, nesta segunda-feira
(26). O valor é cerca de US$ 62 bilhões a mais do que o previsto no plano
anterior, de US$ 112,4 bilhões. Somente este ano serão investidos US$ 28,6
bilhões.
Gabrielli destacou que a estatal irá manter seu grau de investimento, fará
esforços para reduzir custos e está em situação privilegiada em relação a
outras empresas. “A Petrobrás tem reservas a desenvolver e recursos
identificados em volumes significativos que podem virar reservas e sustentar
um crescimento muito acelerado de sua produção”, afirmou, referindo-se a
campanha das multinacionais de petróleo e de setores da mídia que tentam
desacreditar a estatal brasileira como capaz de desenvolver a produção do
pré-sal. Além de superestimarem os investimentos na mega província
petrolífera, apostaram que - com a crise norte-americana-, a estatal iria
rever seu plano estratégico e reduzir os investimentos.
A área de exploração e produção, responsável pelo pré-sal, será o destino da
maior parte dos investimentos: US$ 104,6 bilhões. O diretor de Exploração e
Produção, Guilherme Estrella, disse que o setor no Brasil receberá US$ 92
bilhões, dos quais 49% para desenvolvimento de produção. Até 2013 a meta é
produzir 2,680 milhões de barris de petróleo por dia no desenvolvimento de
campos jovens e na manutenção de campos antigos, com participação ainda
pequena no pré-sal.
No pré-sal a Petrobrás estima produzir entre 120 e 130 mil barris de
petróleo por dia em 2013. “Em termos de investimento estamos prevendo cerca
de US$ 29 bilhões em todo o pré-sal, sendo US$ 19 bilhões na Bacia de
Santos”, disse Estrella.
Além de Tupi, que iniciará a produção em 2010, estão previstos para o
período (2009/2013) a produção do pré-sal na Bacia de Santos, sendo Tupi 1 e
Guará 1 em 2012 e Iara 1 em 2013.
O restante dos recursos serão distribuídos para os setores de Abastecimento
(US$ 43,4 bilhões), Gás e Energia (US$ 11,8 bilhões), Petroquímica (US$ 5,6
bilhões), Distribuição (US$ 3 bilhões), Corporativo (US$ 3,2 bilhões) e
Biocombustível (US$ 2,8 bilhões).
REFINARIAS
Os prazos de entrega das novas refinarias serão mantidos, assim como o
compromisso com conteúdo nacional mínimo de 64% nos empreendimentos da
Petrobrás. O programa envolve ainda a manutenção de 1 milhão de postos de
trabalho e deverá contribuir com cerca de 10% do PIB do Brasil.
Na semana passada, a Petrobrás autorizou o início da construção da casa de
força da refinaria Abreu e Lima, em Pernanbuco, segunda etapa da obra, em
parceria com a estatal venezuelana PDVSA.
A solenidade, no dia 24, contou com a presença da ministra-chefe da Casa
Civil, Dilma Rousseff, e do governador Eduardo Campos.
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