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Perícia descarta grampo no STF
A análise do material apreendido nas casas de
investigadores da Operação Satiagraha não revelou evidências de prova que
pudessem comprovar o suposto grampo no telefone do presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A perícia nos computadores não
identificou vestígios de áudio nem de autor da aludia gravação.
Em agosto do ano passado, a “Veja” publicou a
transcrição de uma conversa entre o presidente do Supremo e o senador
Demóstenes Torres (DEM/GO), alegando que se tratava de grampo telefônico
feito por agentes federais. Ambos confirmaram o teor do diálogo, mas a
revista se recusou a revelar a gravação, que nunca apareceu.
Na época, uma perícia nos equipamentos da Abin
(Agência Brasileira de Inteligência), a quem “Veja” acusou de executar o
suposto grampo, revelou que eles não tinham capacidade para realizar
escutas. Já um inquérito aberto pela Polícia Federal, em Brasília, para
apurar o episódio também não tinha descoberto evidências até agora.
A perícia no material apreendido em novembro,
pelos agentes que investigam em São Paulo os vazamentos na Satiagraha,
alimentou a expectativa de que novos elementos que ajudassem na elucidação
do caso poderiam surgir. Mas os investigadores já concluíram que nenhuma
gravação foi feita. Com isso, a investigação, parada há dois meses
aguardando o surgimento de provas, deve ser arquivada. |