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Ministério cria grupo para fiscalizar a aplicação das verbas do FAT e do
FGTS
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou, dia 22, a criação
de um Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar o cumprimento dos objetivos
sociais dos programas financiados com recursos do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O ministro afirmou que “não é justo uma empresa ganhar muito de janeiro a
novembro e, em um único mês, quando perde um pouco, passar a conta para o
trabalhador pagar. Precisa haver consciência que quanto maior for o
desemprego pior será para a economia”.
O grupo é formado por representantes do MTE, centrais sindicais e
confederações de empregadores. De acordo com o MTE, as empresas que
contraíram empréstimos desses fundos não podem demitir funcionários.
Entre as sanções às empresas está prevista a diminuição de prazos de
pagamento, o aumento do percentual de juros cobrados, a antecipação de
pagamentos e a dificuldade de renovação com o FAT.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
divulgados no mesmo dia, foram apresentados por Carlos Lupi como
demonstração que a crise ainda não afetou o país de forma drástica. “É uma
prova de que o resultado do ano foi muito positivo. Os dados do IBGE colocam
o Brasil com a menor taxa de desemprego desde 2002. Isso mostra que o
acúmulo de empregos gerados nos últimos anos não foi afetado. Foram criadas
mais de 10 milhões de carteiras de trabalho novas para o trabalhador”,
avaliou Lupi. |