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Fiocruz
inicia produção de remédio contra aids
A Fundação Oswaldo Cruz inicia nesta semana a
produção do Efavirenz, um dos medicamentos antirretrovirais que compõe o
coquetel para o tratamento de pacientes portadores de aids.
O medicamento teve patente quebrada através de
decreto do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em 2007. Desde então, o
medicamento vem sendo importado da Índia, que também não reconhece a patente.
Cada comprimido custará R$ 1,39 com o início da
produção nacional. A Merck, que detinha a patente, cobrava US$ 1,50 por unidade,
o equivalente a R$ 3,47 no câmbio do dia 26.
De acordo com Eduardo Costa, diretor de
Farmanguinhos, unidade da Fiocruz que fabricará os comprimidos, 2,1 milhões de
unidades serão entregues ao Ministério da Saúde até 15 de fevereiro. Antes da
quebra de patente, o Brasil gastava cerca de R$ 90 milhões com a compra do
remédio. Com o genérico produzido na Índia, a economia superou os R$ 25 milhões
anuais.
“Mas não se pode analisar essa importação apenas
do ponto de vista financeiro”, afirmou Costa, destacando que “importar da Índia
pode até ser mais barato, mas economicamente é mais vantajoso fabricar aqui,
pela inovação, tecnologia, ampliação do parque industrial e capacidade de gerar
novos empregos”.
O Ministério da Saúde já encomendou 15 milhões
de comprimidos. “Podemos dobrar a produção se o Ministério quiser”, afirmou
Eduardo Costa. |