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Mexicanos exigem corte nos juros e
investimentos para conjurar a crise
Dezenas
de milhares de manifestantes se reuniram no Zócalo, praça central da Cidade
do México, para repudiar a política de dependência econômica mantida pelo
atual governo o que - diante da grave crise vivida pelos EUA - traz graves
consequências para o país.
A manifestação foi convocada pela Frente Ampla
Progressista, liderada por Lopes Obrador e que congrega os partidos da
Revolução Democrática, do Trabalho e Convergência e contou com a
participação de representantes dos movimentos sindicais e sociais.
O líder da frente destacou que a crise mexicana que está se
agravando e que, além disso apresenta 26 anos sem crescimento econômico,
pelo abandono do campo e o manejo irresponsável dos recursos ener-géticos.
“Nos últimos meses a moeda mexicana desvalorizou 40%, em 2009 o crescimento
do país será próximo de zero e há demissões massivas dos trabalhadores
mexicanos”. Está prevista uma manifestação em frente à Associação Mexicana
de Bancos, pela redução das taxas de juros. “Calderón não tem vontade nem
capacidade para enfrentar os problemas nacionais”, afirmou Obrador.
Obrador anunciou que a luta em defesa da economia popular
será reforçada com uma série de mobilizações nos próximos meses. Os
protestos contra as taxas de juros exorbitantes terão também entre os
objetivos a redução dos preços dos combustíveis e as tarifas de luz.
O deputado da Frente Ampla Progressista, Ale-jandro Encinas,
destacou que os mexicanos necessitam “consolidar o projeto alternativo de
nação e ao mesmo tempo impulsionar um Programa de Emergência em Defesa da
Economia Popular”.
Encinas destacou que no ano de 2008 “nossa economia não
cresceu e este ano irá diminuir”. “Quando a crise econômica nos golpeia, em
especial aos mais pobres, defender a soberania nacional é defender a
economia popular. Recuperar a soberania é fundamental para retirar o país da
prostração econômica”.
O deputado destacou: “Necessitamos de um aumento
emergencial no salário mínimo; o impulso à indústria da construção que gera
postos de trabalho em infra-estrutura básica e habitação popular”.
“É urgente defender o consumo, garantir preços accessíveis
aos bens de primeira necessidade e baratear os serviços cujas tarifas são
estabelecidas pelo governo”, destacou o deputado. |