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Obama determina
fechamento de prisões secretas da CIA e banimento da tortura nos
interrogatórios
“Posso dizer sem hesitação ou equívoco que os Estados
Unidos não vão torturar”, afirmou o presidente Barack Obama, após assinar
três ordens executivas na quinta-feira dia 22 em que determinou o fechamento
da prisão de Guantánamo e da rede secreta de prisões da CIA, e a enquadrou
no “Manual de Campo” do exército e nas convenções de guerra de Genebra. O
fechamento de Guantánamo deverá estar completo dentro de um ano.
As ordens executivas dão início ao desmantelamento do
aparato de terror de Estado de W. Bush, revogam sua extensa oficialização da
tortura e, de acordo com o “New York Times”, “vão muito além da proposta de
campanha [de Obama] de fechamento de Guantánamo”. A cerimônia de assinatura
teve a participação de 16 generais e almirantes da reserva, que apoiavam a
restauração formal das convenções de guerra de Genebra, mas ninguém da CIA
estava lá.
Foram criadas por Obama três forças-tarefas, sob direção do
secretário da Justiça dos EUA, para rever a situação de cada um dos 245
presos de Guantánamo, caso a caso; revisar os tribunais de exceção e seus
procedimentos; propor medidas para concretizar o fechamento de Guantánamo; e
para enquadrar a CIA no “Manual de Campo. A ordem de Obama determina que,
dentro de um ano, se algum preso ainda estiver em Guantánamo, será solto.
Ali Al Marri, o único “combatente inimigo ilegal” – classificação inventada
por W. Bush - que está em solo norte-americano, em uma base naval na
Carolina do Sul, também terá seu status de prisioneiro revisado. |