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França: imprensa em
crise ganha um pacote de 600 milhões de euros
O governo francês anunciou, na sexta-feira 23, um pacote de
600 milhões de euros para salvar jornais e sites de notícias do país,
através do aumento de anúncios governamentais e incentivos postais.
A ajuda do Estado será de 200 milhões de euros anuais
durante três anos, sem contar gastos com modernização dos parques gráficos
que ainda não foram calculados pelo governo.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, divulgou que vai
duplicar o gasto estatal com propaganda governamental na imprensa escrita e,
além disso, cortará despesas postais da imprensa.
Durante o anúncio do pacote, Sarkozy afirmou que a imprensa
no país “já estava em crise antes de chegar a crise econômica” e defendeu a
modernização do setor, que emprega 100 mil pessoas na França, para combater
sua crise estrutural.
A imprensa francesa, que enfrenta crise e demissões, foi
diagnosticada com três problemas por um grupo responsável pelo levantamento
das informações: queda na receita com publicidade, diminuição dos leitores e
alto custo de produção.
Para tentar aplacar a queda no número de leitores o governo
propôs a assinatura gratuita de um jornal por um ano para os jovens de 18
anos. O governo arcará com os custos de distribuição e o jornal escolhido
pelo leitor forneceria os exemplares gratuitamente.
Nos últimos anos os principais jornais franceses passaram
para o controle total ou parcial de grandes monopólios industriais que não
realizavam negócios na área de comunicação.
Desde então as greves de trabalhadores de jornais passaram
a ser recorrentes no país. Em 2007, o ‘Le Monde’ passou por três greves
contra as más condições de trabalho.
Vários sindicatos convocaram para a próxima quinta-feira
uma greve geral de jornalistas contra os programas de demissão e cortes de
pessoal.
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