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Das consequências
do revisionismo (1)
KIM IL SUNG
Em julho passado encontrei-me com uma delegação de
veteranos de guerra da Federação Russa, que estava de visita em nosso país para
participar no ato de comemoração do 40° aniversário da Vitória na Guerra de
Libertação da Pátria. Seu chefe era um herói da ex-União Soviética, que esteve
no nosso país depois da libertação. Tinha amizade comigo e com a companheira Kim
Jong Suk. Naquela oportunidade, dei-lhe de presente um relógio de bolso e tirei
uma fotografia com ele. Em sua visita recente trouxe aquela foto. Mantive uma
conversa com ele depois de muito tempo sem nos ver, e perguntei-lhe como devia
chamá-lo agora: camarada ou Sua Excelência. Ele pediu que continuasse chamando-o
de camarada. Disse-lhe, então, que deveria ter o carnê do partido para ser digno
desse tratamento e respondeu que ainda o conservava. Inquiri por que a União
Soviética se desintegrou quando tinha 18 milhões de membros do Partido
Comunista; respondeu que deveu-se ao fato do partido não ter realizado a
educação ideológica.
A causa pela qual a União Soviética e outros países da
Europa Oriental capitularam perante a estratégia de “transição pacífica” do
imperialismo norte-americano é principalmente que esses países não promoveram de
forma adequada a luta pela conquista da fortaleza político-ideológica,
persistindo só no propósito de atingir a fortaleza material.
A União Soviética foi um país poderoso que derrotou a
Alemanha fascista na Segunda Guerra Mundial. Seu poderio se deveu à acertada
direção de Stalin e à união do partido e do povo em torno de seu líder. Durante
a Segunda Guerra Mundial, Stalin dirigiu o exército e o povo permanecendo em
Moscou, inclusive quando as tropas da Alemanha estavam nas proximidades dessa
cidade, e organizou até os desfiles militares pela comemoração do aniversário da
vitória da Revolução Socialista de Outubro. Superando a situação difícil da
guerra, organizou uma contra-ofensiva, assestou golpes demolidores aos inimigos,
e garantiu uma vitória histórica da União Soviética. Isto evidencia que Stalin
foi um grande dirigente.
Depois de seu falecimento, Nikita Krushov tomou o poder
urdindo intrigas e aplicou uma política revisionista. Com o pretexto de se opor
ao “culto à personalidade” desacreditou Stalin, debilitou de modo sistemático o
partido e não realizou a educação ideológica dos militantes e demais
trabalhadores, o que debilitou seu espírito. Depois de Krushov tampouco se
realizou devidamente o labor ideológico do partido. Como conseqüência, a vontade
de fazer a revolução cedeu lugar às idéias burguesas e revisionistas. As pessoas
passaram a pensar só no dinheiro, na casa de campo e no carro, e na sociedade
prevaleceu um modo de vida propenso à corrupção e degeneração. Como não se
promoveu a educação revolucionária, não se pôde desenvolver a edificação
econômica.
Trecho extraído do discurso “Sobre a direção imediata da construção
econômica socialista”, pronunciado no XXI Pleno do Sexto Período do Comitê
Central do Partido do Trabalho da Coréia, em 8 de dezembro de 1993. Publicado no
volume 44 das Obras Completas.
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