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Abimaq
registra queda nas vendas e cobra redução maior na taxa Selic
A
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)
cobrou um corte mais agressivo da taxa básica de juros (Selic), nesta
quarta-feira, dia 28. O setor vive um momento de queda nas vendas, mesmo
tendo fechado 2008 com faturamento recorde.
Segundo a
entidade, no ano passado foi registrado um crescimento nominal de 26,7% em
relação ao ano anterior. Descontada a inflação, o crescimento foi de 21,6%.
O expressivo resultado de 2008 se deu graças ao desempenho obtido até meados
de setembro, tendo uma queda a partir da explosão da crise nos Estados
Unidos. No quarto trimestre, houve uma queda de 10% no faturamento comparado
com o terceiro trimestre.
A Abimaq
espera que o “embicamento da economia seja curto e raso”, disse o
vice-presidente da entidade, Carlos Pastoriza. “O governo demorou um pouco
para agir, mas parece que caiu a ficha”, afirmou saudando o aumento de R$
100 bilhões do orçamento do BNDES para financiamentos.
De acordo
com uma pesquisa feita pela Abimaq com 300 empresas, a estimativa é de as
vendas no primeiro trimestre deste ano serão 19% menor do que as vendas
ocorridas no quarto trimestre de 2008, que alcançaram R$ 19,78 bilhões.
A falta
de capital de giro, diz a Abimaq, está criando dificuldades até para
empresas com encomendas já consolidadas. Para a entidade, em função do
problema com fluxo de caixa, ocorreu uma redução de 2,1% no nível de emprego
do setor em dezembro ante novembro. Nesses dois meses foram cortados 7.400
postos de trabalho, para 242.865 mil empregos. Em outubro, o setor havia
batido recorde de vagas: cerca de 250 mil.
“As empresas vinham todas num crescente e nesse momento a necessidade de
capital de giro se multiplica e quando se corta a seco o financiamento não
dá para se fazer milagre”, frisou Pastoriza.
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