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Bolívia referenda
nova Constituição com 85% de participação eleitoral
Com
94,50% dos votos apurados, a Corte Nacional Eleitoral da Bolívia (CNE) informou
que no Referendo Constitucional realizado no domingo, dia 25, o SIM teve 61,86
por cento (1.991.356 votos) e o NÃO 38,14 por cento (1.227.946), até o
fechamento de nossa edição.
Para a votação que
aprovou a nova Constituição do país estiveram habilitados 3.891.397 cidadãos,
dos quais se registraram até o último boletim da Corte 55.921 (1,66%) votos em
branco e 87.938 (2,61%) nulos. O presidente da CNE, José Luis Exeni, manifestou
que o referendo contou com a expressiva participação popular de 85%, revelando a
maior politização e o interesse da população em determinar o destino do país. No
referendo convocado pelo governo de Carlos Mesa, em 2004, para definir a
política a ser aplicada no comércio da principal riqueza natural do país - o gás
natural –, por exemplo, a abstenção foi de mais de 40%.
Observadores da
União Européia (UE) e do Centro Carter elogiaram, na terça-feira, dia 27, a
normalidade da realização do referendo.
Desconhecendo a
democracia e a lei, os governadores da oposição e alguns dirigentes
separatistas, usando como porta-voz o fascista Branco Marinkovic, propuseram
desconhecer a decisão e negociar mudanças em seu interesse com o governo. A
resposta foi rápida.
“Senhor Marinkovic,
a decisão livre, soberana, legal e democrática do povo não se negocia, não se
deturpa. Nós não trairemos a vontade expressada através do voto popular”,
assinala a carta publicada pelo Governo e assinada pelo vice-ministro de
Coordenação com Movimentos Sociais e Sociedade Civil, Sacha Llorenti.
O executivo afirmou que a proposta de um Estado confederado, onde as
províncias tenham suas próprias leis, justiça e administração de todos os
recursos, é igualmente separatista, por tanto sedicioso. Frisou que a Bolívia “é
uma só e ninguém a dividirá, mesmo que continuem com a idéia de continuar
queimando e saqueando propriedades do povo. A vontade unitária dos bolivianos
não será erodida”. |