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Marcha dos franceses
contra projeto israelense
Entidades francesas de promoção da cidadania reunidas no “Coletivo
Resistência 30” realizaram na quarta e quinta, 24 e 25 de junho uma marcha
percorrendo mais de 50 quilômetros. Partindo da Prefeitura de Nîmes no dia
24 às 9:30 da manhã, a marcha chegou no dia seguinte em Montpellier, onde se
reunia o Conselho Regional do Languedoc-Roussillon. Durante a caminhada os
manifestantes expressaram sua solidariedade ao povo palestino contra o
apartheid israelense na Palestina e contra o Projeto Agrexco – acordo entre
a empresa israelense Agrexco de exportação de frutas e legumes e a região
francesa do Languedoc-Roussillon.
O projeto prevê a utilização do porto regional de Sète para distribuição
dos produtos israelenses produzidos nos assentamentos da Cisjordânia para
toda a Europa. O presidente da Regional Languedoc-Roussillon, Georges Frèche,
firmou acordo com um grupo de empresários de Israel onde a França investirá
200 milhões de Euros no negócio enquanto o grupo israelense apenas 30
milhões de Euros.
“Esse projeto é inaceitável”, declarou ao jornal belga “Solidaire” o
porta-voz dos manifestantes que exigiam a revogação do acordo.
“Exigimos a anulação desse projeto. Os israelenses fizeram uma carnificina
em Gaza, ocupam as terras da Cisjordânia com extrema violência, brutalizam a
população que tem seus direitos violados e é cada vez mais martirizada pelos
colonos israelenses que produzem essas frutas na terra palestina. É um
absurdo os israelenses quererem exportar produtos das terras usurpadas dos
palestinos através do porto francês com dinheiro dos franceses. A
cumplicidade do governo francês com a política de Israel de apartheid na
Palestina tem sido considerada insuportável aqui na região do
Lan-guedoc-Roussillon. O presidente regional Georges Frèche, autor do
acordo, quer fazer do Porto de Sète a plataforma para a Europa de grande
parte dos produtos israelenses produzidos nas terras palestinas ocupadas.
Esse projeto não passará. A França não é Israel.”, concluiu indignado o
porta-voz de centenas de manifestantes.
ROSANITA CAMPOS
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