|
Miranda recebe apoio de governadores e populares
O Fórum dos governadores que compõem a Amazônia
Legal - Pará, Maranhão, Rondônia, Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso,
Roraima e Tocantins - reunidos em Palmas (TO) na sexta-feira (26)
manifestaram sua solidariedade e apreço pelo governador do Tocantins,
Marcelo Miranda (PMDB), que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) na quinta-feira passada, por suposto abuso de poder político
nas eleições de 2006. O seu vice, Paulo Sidnei (PPS), também foi cassado.
A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT),
destacou que Miranda sempre se colocou a favor do diálogo e é um defensor do
Fórum. “Fiquei muito feliz em ver as manifestações populares que se
espalharam pela cidade [em apoio a Miranda]”, acrescentou.
Também presente à reunião, Alexandre Padilha,
subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa
Civil da Presidência da República, disse que Miranda não está só. Segundo
ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que aconteça o que
acontecer Miranda será sempre um parceiro.
O governador Marcelo Miranda afirmou em nota à
imprensa que vai recorrer da decisão do TSE. “Vou recorrer da decisão até se
esgotarem todos os trâmites legais. Não me considero um derrotado, nem
condenado. Continuo tranqüilo, sei da honestidade dos meus atos. Não fiz
nada de errado. Estou triste, mas ao mesmo tempo feliz, por saber que mesmo
com essa decisão, conto com a aprovação do povo, porque não foi o povo que
me julgou. Gostaria de dizer ao povo do Tocantins que se tivesse a
oportunidade faria tudo de novo, porque sei que não fiz nada de errado. Tudo
o que fiz foi para beneficiar o povo, estou de consciência tranqüila”,
declarou o governador.
O pedido de cassação foi apresentado pelo seu
adversário nas eleições, o ex-governador José Wilson Siqueira Campos (PSDB).
Segundo a acusação, Miranda teria utilizado programas sociais do estado com
a finalidade de distribuir recursos públicos a eleitores. O relator do caso,
ministro Felix Fischer, mesmo considerando que as acusações contra Miranda
não alteraram o resultado da eleição de 2006, disse que as supostas
denúncias de criação de cargos comissionados e distribuição de lotes
“caracterizaram abuso de poder político”.
O advogado do governador, Fernando Neves,
declarou que o processo do tucano contra Miranda “é uma desesperada
tentativa de se reverter o resultado das urnas”. “Por que há uma eleição se
interrompe os programas de saúde? Será que tudo isso tinha que parar?”. Já o
advogado Torquato Martins, também da defesa do governador, acrescentou que a
lei não determina que o governador abandone o cargo no ano eleitoral durante
a campanha à reeleição. “Por se tratar de reeleição, a candidatura não
reprime as demandas sociais. Não se demonstra o abuso da autorização
administrativa para a obtenção de voto”, disse no plenário do TSE.
|