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Médicos de BH param contra o congelamento de salários
Os médicos da Prefeitura
Municipal de Belo Horizonte (MG) e do Hospital Municipal Odilon Behrens
fizeram uma nova paralisação de 24 horas no dia 1º de julho. Caso a
Prefeitura de Belo Horizonte, sob a gestão de Márcio Lacerda (PSB), não
providencie nenhuma melhoria, a categoria pode deliberar por uma greve com
período indeterminado.
Cerca de 80% das unidades de
saúde (Centros de Saúde, Cersam’s, HMOB, PAM, UPAs) de Belo Horizonte
aderiram ao protesto e suspenderam total ou parcialmente os atendimentos
mantendo apenas os casos de urgência e emergência.
A grande adesão registrou a
insatisfação dos médicos com a gestão da prefeitura, que não pretende fazer
nenhum reajuste para a categoria neste ano alegando que a crise financeira
afetou as suas contas. Enquanto isso, o próprio prefeito Márcio Lacerda
aumentou o seu salário e o do primeiro escalão em 26% no começo desse ano.
Entre as principais
reivindicações da categoria estão: a recomposição salarial, aumento do piso
e outros benefícios como aumento do valor nominal do vale-refeição para R$15
e; carga horária dos médicos do Programa Saúde da Família de 40 horas
semanais.
A categoria também reivindica
melhoria das condições básicas de trabalho para que possam atender com
qualidade a população que usa o serviço público de saúde. |