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Golpistas de Honduras “não devem ser reconhecidos em hipótese alguma”, afirma
Lula
O presidente Lula afirmou que o governo golpista
de Honduras “não deve ser reconhecido em hipótese alguma” e que é inaceitável a
violência utilizada contra os manifestantes que repudiam o golpe e exigem o
retorno da democracia e do presidente Manuel Zelaya.
Em entrevista à BBC, na segunda-feira, Lula
defendeu uma “interlocução, não com os golpistas, mas com personalidades” da
sociedade civil de Honduras para solucionar a crise. Ele destacou que “nós (o
Brasil) não nos oferecemos para mediar nada” e que “para se ter legitimidade”,
em qualquer negociação, o mediador deve ser chamado pelas partes diretamente
envolvidas. Para Lula, a Organização dos Estados Americanos (OEA) é a mais
capacitada para exercer a mediação nesta situação.
Sobre a tentativa de retorno do presidente
Zelaya a Honduras, Lula disse que “era previsível que não iriam deixar ele
voltar”, mas que é um direito de Zelaya, “já que ele foi eleito
democraticamente”. “Não é possível aceitarmos mais golpes na América Latina”,
frisou.
Em seu programa “Café com o Presidente”, Lula
falou da reunião do G8 nesta quarta-feira e disse que “vamos chegar [à reunião
do G8] em uma posição confortável de discutir, em condições de igualdade, com os
países ricos do mundo. A verdade é que a situação está tão complicada que hoje é
muito difícil os países ricos tomarem uma posição que não leve em conta o
chamado Bric [grupo que reúne o Brasil, a Rússia, a Índia e a China]”.
Ele declarou que “está vendo pouca coisa
acontecer por parte dos países ricos” para enfrentar a crise que surgiu lá.
Segundo o presidente, “o grande fórum de discussões das questões econômicas”
deveria ser o G20, grupo que reúne as economias desenvolvidas e emergentes, que
tem reunião marcada para setembro.
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