Fundação Ford como fachada filantrópica da CIA na Europa 

Em nossa edição de 1º de junho, publicamos o artigo de Paul Labarique, da Rede Voltaire, sobre a ação atual da Fundação Ford. O que hoje reproduzimos, embora não tenha sido assinado pelo autor - apareceu como material editorial da Rede - é uma síntese da primeira parte do trabalho de Labarique. Seu tema é a história inicial da Fundação Ford, suas origens, a bem dizer, suas raízes. No momento em que, como frisou Mário Jakobskind, alguns argumentam, no âmbito da comissão que organiza a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que a Fundação Ford é um órgão perfeitamente inocente, neutro, e até mesmo progressista, mere- cem ser rememorados aqueles tempos em que “intelectuais de esquerda” - tipo Fernando Henrique Cardoso - eram apoiados por tão generosa instituição. Nesse sentido, parece que nada mudou na Fundação Ford. E nem nos incautos, que sempre existem.

C.L.

 A Fundação Ford foi criada em 1936 por Henry Ford. Antissemita militante, publicou “A Judiaria Internacional”. Figura legendária da indústria automobilística, apoiou todos os projetos totalitários do século XX: financiou o nacional-socialismo alemão antes de 1933, foi condecorado pelo chanceler Hitler com a Grande Cruz da Águia Alemã em 1938 e proveu uma boa parte do capital da empresa química IG Farben, fabricante do gás Zyklon B.

Todavia, foi depois de sua morte que sua fundação adquire o máximo esplendor, quando recebe 70 milhões de dólares das empresas Ford e converte-se na maior associação filantrópica do mundo. Como afirma Henry Ford II, novo presidente do conselho de administração, os anos 1949-1950 “marcam uma virada na história da Fundação Ford”. 

"NOVOS TEMPOS"

O mesmo se produz quando os Estados Unidos adquirem o status de potência mundial de primeiro plano. Em Washington, o ex-embaixador na União Soviética, George F. Kennan, leva adiante uma campanha para persuadir os seus compatriotas de que o perigo vermelho é muito maior que a ameaça nazista e leva ao presidente Truman a não desarmar-se, mas a ocultar a máquina de guerra norte-americana e a preparar-se para um novo enfrentamento. Convence o secretário adjunto da Guerra, John J. McCloy, a não desmantelar os serviços secretos em funcionamento durante a Segunda Guerra Mundial, mas a adaptá-los aos novos tempos. É o teórico do “stay-behind”, uma rede composta inicialmente por agentes nazistas e fascistas que permaneceram atrás da linha de frente organizando a capitulação do Reich e que logo foram aproveitados pelos anglo-norte-americanos para continuar a luta contra a influência comunista na Europa. Dessa forma, um grupo de industriais reunidos ao redor do jurista H. Rowan Gaither Jr consegue impedir o desmantelamento do serviço de investigação, privatizando-o e batizando-o como Rand Corporation (Rand é o acrônimo de Research And Development).

Levando a termo toda essa lógica, Kennan cria uma estrutura permanente e secreta do aparato de Estado através do National Security Act, validado pelo Congresso em 1947. Institui a CIA, o Conselho de Segurança Nacional e o Estado Maior Conjunto. Este dispositivo tem, além disso, um plano de intervenção pública, promovido pelo general George C. Marshall, em forma de empréstimo para a reconstrução outorgado aos Estados europeus sobre a égide de Washington e cuja implementação é confiada a Paul G. Hoffman.

As fundações norte-americanas, a frente das quais se encontra a Fundação Ford, serão “soldados” de Washington nesta “Guerra Fria”. A nova dimensão financeira adquirida pela Fundação Ford em1947 desenvolve suas ambições. Para redefinir seus objetivos, o conselho de administração decide, no outono de 1948, encomendar “um estudo detalhado (...) a pessoas competentes e independentes que sirva de guia sobre a melhor forma (...) em que os fundos ampliados da Fundação podem ser utilizados em áreas de interesse geral”.

A comissão criada para isso é presidida por H. Rowan Gaither Jr, que acabara de criar a Rand Corporation graças às garantias bancárias da Fundação Ford. Gaither havia sido administrador do MIT durante a guerra e havia trabalhado com os físicos do Projeto Manhattan. Aconselhado por esta comissão, o conselho de administração promove o diretor do Plano Marshall, Paul G. Hoffman, para o posto de presidente da Fundação, função que assume em 1º de janeiro de 1951. Segundo o jornalista Volker R. Berghahm, este encarna “o papel mais amplo e internacional concebido pelo informe de Gaither para a Fundação”. A pauta havia sido traçada: paralelamente à rede stay-behind no campo político e ao Plano Marshall no econômico, a Fundação Ford será o braço cultural das redes de ingerência norte-americana na Europa.

Entre a elite dirigente dos Estados Unidos a favor da guerra da Coreia, a criação da Guerra Fria foi se consolidando na senda da extrema direita por um teórico temível, Paul H. Nitze. Ao mesmo tempo, a vida política interna submerge na “caça às bruxas”, da qual o senador Joseph McCarthy se converte em líder. 

ARENA INTERNACIONAL

A maioria das fundações que prosperam ao final da guerra gastam a maior parte de seu orçamento em programas nacionais: assim, a Fundação Ford gasta, de 1951 a 1960, 32,6 milhões de dólares em programas educativos, 75 milhões para o ensino de economia e gestão, e cerca de 300 milhões para os hospitais e escolas de formação em medicina. No entanto, uma parte de seus quadros deseja dirigir a atividade para a arena internacional.

Uma primeira tentativa se refere ao Free Russia Fund, cuja presidência é confiada, naturalmente, ao criador da Guerra Fria, George F. Kennan, que encontra nela uma via para continuar sua carreira. Seu orçamento é de 200.000 dólares. Em julho de 1951 a Fundação oferece igualmente 1,4 milhões de dólares à Free University, em Berlim Ocidental.

No informe anual de 1951, Henry Ford menciona a “criação de condições para a paz”. Este programa teria como objetivo “tratar de reduzir as tensões exacerbadas pela ignorância, a inveja e a incompreensão” e “aumentar a maturidade do juízo e a estabilidade da determinação nos Estados Unidos e no estrangeiro”. Hoffman organiza uma equipe dedicada a promover esta ideia de “condições para a paz”. Junto a ele se encontra Rowan Gaither, mas também Milton Katz, seu ex-assistente na administração do Plano Marshall (ECA) e Robert M. Hutchins da Universidade de Chicago. A partir de 1º de janeiro de 1952 a equipe é reforçada por outro consultor da ECA, Richard M. Bissell Jr. Em 15 de julho de 1952, o orçamento dos programas internacionais da Fundação Ford se aproxima dos 13,8 milhões de dólares, isto é, a metade da soma destinada aos programas nacionais. 

RICHARD BISSEL JR.

Em março de 1952, Richard M. Bissell escreve um texto de dezesseis páginas intitulado “Criar as Condições para a Paz”, em que fixa a linha do próximo programa. Segundo o documento, “o objetivo da Fundação deve ser contribuir para a criação de um contexto no qual seja possível para o Ocidente, graças a nova posição de força militar que está levando a cabo, negociar uma paz justa e honrada com o Leste”.

Nesse contexto, Hoffman recorre ao ex- secretário adjunto de Guerra, John J. McCloy (que havia passado a ser presidente do Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento, antecessor do Banco Mundial) que se une à Fundação com um dos seus colaboradores: Shepard Stone.

Desde o verão de 1952 Hoffman se compromete junto a Dwight D. Eisenhower, candidato à eleição presidencial, esperando obter o posto de secretário de Estado na nova administração. Uma equipe da Fundação, sob a direção de Shepard Stone, escreve com diligência o programa do candidato republicano, trabalhando habilmente as suscetibilidades dos democratas.

Fracassa a tentativa de aliança e, desde sua entrada na Casa Branca, Eisenhower nomeia John Foster Dulles ao posto de secretário de Estado. Seu irmão, Allen Dulles, fica à frente da CIA onde adota uma posição muito dura em relação a URSS, desenvolvendo a estratégia do “rollback” na Europa Central.

Estas nomeações são uma nova camuflagem para os projetos de Hoffman, Kennan, Stone, McCloy e Milton Katz, que continuam multiplicando os contatos com intelectuais liberais e especialistas em questões internacionais para conduzir uma estratégia mais diplomática em relação à URSS. Durante estes encontros surge a ideia de que os países não alinhados podiam constituir um bom terreno para projetos pilotos elaborados pela Fundação.

Segundo os arquivos da correspondência entre os diferentes dirigentes da Fundação, John J. McCloy se perguntava então se “o trabalho que faziam não era mais difícil (...) que governar a Alemanha ou tratar de estabelecer uma comunidade européia”.

Ao final, os contatos realizados pelo grupo permitem aos dirigentes da Fundação considerá-la um “elemento de direção estimulante” para repensar a relação soviético-norte-americana, segundo informe final de McCloy e Stone.

Segundo este documento, a Europa Ocidental seria uma região chave cuja base institucional deveria ser fortalecida e onde a Fundação Ford “poderia patrocinar de forma útil a criação de uma instituição ou uma série de instituições dedicadas ao estudo dos problemas da comunidade européia”. Este projeto se intitula Programa Condições para a Paz. Se cria um comitê consultivo presidido por McCloy, em que Shepard Stone ocupa o posto de diretor.

Um dos seus objetivos é elaborar um método que permita “obter o apoio dos socialistas da Europa para a paz internacional”. Para tanto, a Fundação deve “considerar a ideia de reunir os pensadores socialistas avançados destes países, homens com prestígio no seio de seus próprios partidos, estudar o problema da coexistência e propor soluções”.

O programa suscita as ambições pessoais. Ao término das lutas de influência, se põe abaixo a jurisdição do Council on Foreign Relations (CFR) e Shepard Stone se converte em um elemento chave na qualidade de chefe da Divisão para os Assuntos Europeus e Internacionais da Fundação Ford.

Seja como for, a Fundação é uma ferramenta que deseja utilizar cada departamento ministerial. Desde 5 de maio de 1951, Hans Speier, da Rand Corporation, envia um memorando a Rowan Gaither em que revela que o Departamento de Estado e o Alto Comissionado Civil na Alemanha (HICOG) querem dissimular seu apoio a organizações na Alemanha Ocidental para que deixem de aparecer como submetidas a Washington. Para tanto, junto com a CIA, tratam de encontrar os meios para fazer chegar os fundos indiretamente. 

PROJETOS 

Em 20 de março de 1952, Milton Katz faz circular um memorando dentro da direção da Fundação em que recorda a especial importância da Europa para a diplomacia norte-americana. Segundo ele, a Europa só pode ser considerada “de forma construtiva se é membro da comunidade atlântica”. Nesse sentido, é importante contribuir para a liberação “dos grandes sindicatos franceses e italianos das mãos do comunismo”.

Katz enumera então uma série de projetos da Fundação Ford como “a instauração do equivalente do CDE (Comitê para o Desenvolvimento Econômico) para a Europa Continental. Termina com uma lista de personalidades que poderiam difundir a ação da Fundação: Jean Monnet, Oliver Franks, Hugh Gaitskell, Geoffrey Crowther, Robert Marjolin, Dirk Stikker y Dag Hammarskjöld.

Em maio de 1953 Rowan Gaither redige um memorando em que refere-se a um novo princípio: a Fundação deve evitar “o que seja um prolongamento ou repetição de ações efetivas de governo ou outras agências”. E, prossegue, “algumas das mais importantes oportunidades da Fundação (...) podem residir no fato de completar, estimular e fazer  melhores as atividades de outros, especialmente as do governo”. O vínculo Governo  norte-americano/Fundação Ford encontra aqui seu modus operandi. 

“LIBERDADE DA CULTURA” 

Com o final do maccartismo e o início da coexistência pacífica, se atenuam as querelas em Washington. A Ford não se apresenta como uma alternativa à CIA, mas como sua associada. Richard Bissell Jr deixa a Fundação para assumir cargo na direção de operação do stay-behind, enquanto a Ford assiste a CIA em várias grandes operações, a substitui no financiamento do Congresso para a Liberdade da Cultura e confia um estudo sobre o fracasso do tratado da Comunidade Européia de Defesa na França a David Lerner e a Raymond Aron, figura essencial do Congresso. Financia a orquestra Hungarica Philarmonica, composta por músicos obrigados a exilar-se devido ao stalinismo e que a CIA quer erigir como símbolo do mundo livre.

Financia igualmente o American Committee on United Europe (ACUE), uma fachada da CIA encarregada de favorecer a construção de uma Europa Federal conforme os interesses de Washington. O ACUE é presidido pelo ex-diretor dos serviços secretos durante a Guerra Mundial e seu vice-presidente é fundador da CIA.

A ação da Ford junto ao Congresso para a Liberdade da Cultura é possível, explica Grémion, pela proximidade entre os atores que formam parte de ambas entidades. Como o Congresso, a Ford está composta por “liberais” (no sentido norte-americano do termo), quer dizer, pela esquerda não comunista. “Ferramenta de uma diplomacia não governamental, o objetivo de seus dirigentes [no campo da arte] é dar uma imagem diferente da cultura norte-americana, separada da frequente imagem de cultura popular de massas”.

Nesse sentido, “a Ford situa assim sua ação desde o início no marco de uma prática de mecenato ilustrado”. Finalmente, está orientada também no desenvolvimento das ciências sociais: Rowan Gaither estima que, algum dia, estas permitirão obter resultados tão brilhantes no campo social como a engenharia no campo da técnica. A Ford financia com muita prioridade as ciências sociais, antes que as humanas e a medicina. Multiplica igualmente os intercâmbios universitários e acadêmicos, assim como as criações institucionais: financia o Centro de Sociologia Europeia de Raymond Aron e a rede de planificadores Futuribles, de Bertrand de Jouvenel.

Sua presença é tão discreta que, segundo um memorando redigido por Shepard Stone depois de uma viagem a Europa em 1954, a Fundação tem grande reconhecimento na Europa “inclusive nos círculos de extrema esquerda do Partido Trabalhista britânico, o SPD alemão e entre numerosos intelectuais esquerdistas na França”. A admiração é recíproca: Shepard Stone sente grande atração pela cultura européia, a que se opõe a  cultura popular norte-americana, e sente-se próximo dos intelectuais do Congresso que, logo que critiquem o comunismo, “valorizam as virtudes da liberdade individual e de uma sociedade livre”. Assim, financia revistas próximas ao Congresso como Encounter, Preuves e Forum.

Depois de vários meses de conflitos internos, Shepard Stone obtém a direção da totalidade do programa europeu da Ford em meados de 1956. A atividade da Ford se amplia. Stone reivindica cinco milhões de dólares suplementares de orçamento somente para o programa europeu. Este dinheiro permite ajudar os refugiados procedentes da Hungria ou Polônia e instalar estruturas para acolhê-los. A Fundação Ford organiza igualmente programas de formação e estudo para cientistas procedentes do Pacto de Varsóvia, enviados para os Estados Unidos e a Europa Ocidental.

Ao mesmo tempo, se lançam no Japão programas de promoção de língua inglesa, estudos norte-americanos e contatos entre Japão e Europa. A diplomacia filantrópica da Ford se torna mundial. Em todas as partes do mundo se encarrega de impulsionar a cultura estadunidense e ganhar para sua causa os Não Alinhados. Na África, a ameaça de um alinhamento com Moscou dos países recentemente independentes motiva numerosos programas de ajuda nessa direção, especialmente na Argélia. Monta-se igualmente um programa agrícola na Índia com a ajuda de investidores europeus a quem Shepard Stone estimulou a criar fundações no estilo da Ford. 

UNIVERSIDADES 

Em nível universitário, a Fundação Ford financia o St Antony’s College de Oxford, especializado em Humanidades, em 1959. O Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) também recebe subvenções a partir de 1956, assim como o instituto do físico nuclear dinamarquês Niels Bohr. Assim, com a aprovação da CIA, este pôde levar à Dinamarca a delegação de cientistas polacos, soviéticos e inclusive chineses, em virtude, oficialmente, do “diálogo científico”. Neste mesmo sentido, a própria universidade de Oxford recebe uma subvenção de um milhão de dólares em 1958, assim como o Churchill College de Cambridge.

Na França, a Maison des sciences de l’homme (Casa das Ciências do Homem), dirigida por Gaston Berger, recebe um milhão de dólares em 1959 para a criação de um centro de investigação em ciências sociais defendido por professores universitários como Fernand Braudel.

A revelação, em 1966 e 1967, do financiamento do Congresso pela Liberdade da Cultura por parte da CIA, tem como consequência o descrédito da Ford. Se espalha a ideia de um vínculo entre a Ford e os serviços secretos norte-americanos. Mais ainda, é o conjunto das atividades pretendidamente filantrópicas realizadas pela Fundação na Europa as que são vistas através de um novo olhar: não se trata acaso de uma formidável operação de ingerência cultural estadunidense?


Primeira Página

 

Página 2

Monopólios internos recebem 47% e externos 30% dos recursos do BNDES

Expediente

Página 3

Procurador denuncia Dantas e sua quadrilha por sete crimes

Ataque a Sarney é para atingir aliança PT-PMDB

Gabrielli rebate especulações da mídia e anuncia 5 novas refinarias da Petrobrás

Lei tem que mudar para garantir a riqueza do pré-sal para o país, defende deputado

Governo diminui a meta de superávit primário e libera R$ 6,4 bilhões para investir

Golpistas de Honduras “não devem ser reconhecidos em hipótese alguma”, afirma Lula

Página 4

MPF aperta e Telefónica suspende multa por cancelamento do Speedy

Oi foi investigada por não cumprir meta de integrar municípios à rede

Internet da Net ficou fora do ar na terça em SP

Fernando Ferro propõe revisão de critérios para reajuste da energia

Substituição tributária de SP cobra ICMS antes da mercadoria circular

Amorim: Sem ajuda externa, golpe em Honduras não dura

Nova lei pode beneficiar até 200 mil imigrantes no Brasil

Cartas

Página 5

Sindicatos farão ato contra a concessão de aeroportos

Carlão: “De olho no filé dos aeroportos lucrativos, os privatistas querem deixar o estado com o osso

Silêncio na comunicação ou O corte que não é notícia - Rosane Bertotti

Metalúrgicos de Guarulhos terão Participação nos Lucros e Resultados até 20% maior do que ano passado

Trabalhadores do Porto de Santos mobilizam contra 120 demissões

Delegação brasileira: “há 10 mil palestinos nas prisões de Israel, sendo mais de 40 parlamentares”

Página 6

Resistência iraquiana: “ir atrás dos invasores até as suas bases”

Patriotas atacam quartéis e aeroportos da ocupação

Guerrilha afegã lança operação Rede de Ferro “para ensinar uma lição aos marines”

Deputada McKinney, detida em Ramle por levar suprimentos básicos a Gaza: “Israel perdeu último vestígio de legitimidade”

Venezuela supera meta de 20 milhões de toneladas de alimentos e avança rumo à soberania alimentar

Desemprego atinge 467 mil nos EUA e também cresce na Europa

Fantoches proíbem visitas ao túmulo de Sadam Hussein

Mais 7 bancos fecham nos EUA. Quebradeira atinge 52 em 2009

Calderón sofre derrota nas eleições legislativas

Página 7

Honduras: repúdio popular abala golpe de Pinochelettis

Governo norte-americano nega-se a receber delegação de golpistas

OEA suspende Honduras por unanimidade

Presidentes da Argentina, Equador, El Salvador e Paraguai reiteram apoio ao presidente Zelaya

Secretário geral da ONU exige volta da legalidade e respeito aos hondurenhos

83% dos aposentados recebem menos que o mínimo em Portugal

Página 8

Fundação Ford como fachada filantrópica da CIA na Europa 

Leia

OEA dá 72 horas a golpistas para que devolvam o poder a Zelaya

Dilma ultrapassa Serra no Nordeste, informam as pesquisas do Dem

BNDES desvia grana do crescimento para monopólios na UTI

Mídia golpista degola seus cupinchas para atear fogo no Senado

320 parlamentares lançam a Frente em Defesa da Petrobrás

“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

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Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

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Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

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Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

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