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Senadores repudiam texto da
Folha sobre nepotismo
Os senadores Almeida Lima (PMDB-SE), Papaléo
Paes (PSDB-AP) e Heráclito Fortes (Dem-PI) condenaram, em pronunciamentos na
Casa, na quarta-feira, matéria da Folha de S.Paulo, assinada por Fabio
Zanini, em que acusa o Senado de manter “nepotismo mesmo após decisão do
STF”.
O senador Almeida Lima (PMDB/SE) rechaçou a
acusação de Zanini e disse que trabalham em seu gabinete os irmãos Rafael e
Daniel Alheive Figueiredo. “As duas pessoas a que ele se refere no meu
gabinete são, entre si, irmãos. Essas duas pessoas – são do sexo masculino –
são irmãos, mas nenhum parentesco têm comigo, nem no décimo grau colateral”,
frisou. “Isto não é jornalista. Isto não merece o respeito dos jornalistas
brasileiros. Os senhores têm o direito, sim, de fazer a crítica ao
Parlamento. Não contesto. Mas é preciso ter respeito, porque eu me
respeito”, afirmou Lima.
O senador Papaléo Paes declarou que Zanini
cometeu um desrespeito ao citar sua sobrinha-neta (parente em quarto grau)
como caso de nepotismo, quando o STF foi claro quanto ao vínculo de
parentesco até o terceiro grau. “Vejo que realmente houve exagero e má-fé
diante disso”, assinalou, pedindo providências do Senado contra “pessoas que
lançam calúnia, trazendo um prejuízo irreparável” para os senadores.
O senador Heráclito Fortes, primeiro secretário
da Casa, mesmo se considerando não atingido, classificou a matéria como
“equivocada e fruto de más informações, resultante desse guerra diária que
se trava aqui na Casa em busca de sensacionalismo, de furo de notícia”. Ele
disse esperar que “matérias dessa natureza sejam feitas com mais cuidado por
parte de quem as assina”.
Já o senador Aloizio Mercadante (PT/SP), apesar
de reconhecer que a súmula do tribunal “é muito precisa sobre qual é o
limite da responsabilidade”, defendeu Fabio Zanini, com quem disse ter
convivido durante a cobertura da campanha quando foi candidato a
vice-presidente da República. “Acho que não podemos cometer o mesmo erro por
estarmos tensionados, agredidos, machucados; não devemos reagir sem o
equilíbrio que a responsabilidade pública do mandato desta Casa deve
preservar, inclusive com relação aos veículos, que muitas vezes têm sido
injustos, e com os jornalistas em especial”, alegou. O senador Eduardo
Suplicy (PT-SP) também se confraternizou com Zanini.
No entanto, o senador Papaléo Paes não se
conformou, insistiu para ter novamente a palavra e registrou sua “decepção
com o senador Aloizio Mercadante, Líder do PT, e com o senador Eduardo
Suplicy”. “Meu repúdio à atitude deles em defesa de um jornalista que,
usando de uma maneira antiética a sua profissão, faz uma matéria contra o
Senado Federal e inclui meu nome nessa matéria, indevidamente e
caluniosamente”, assinalou o tucano.
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