|
Petrobrás é a única capacitada para explorar riqueza do pré-sal
Após a reunião ministerial, realizada na
segunda-feira (13), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o
novo marco regulatório do petróleo prevê a manutenção do atual regime de
concessão para os contratos já firmados e o regime de partilha para a camada do
pré-sal e outras regiões estratégicas. Para gerir o regime de partilha, será
criada uma empresa estatal.
A nova estatal teria poucos funcionários, para
realizar leilões e contratar uma empresa para explorar o petróleo, seja a
Petrobrás, seja alguma do cartel petrolífero (Exxon Mobil, Chevron, British
Petroleum, Shell) ou outra empresa estrangeira.
Logo que a ideia da nova estatal foi lançada, há
cerca de um ano, os mais receptivos, não por coincidência, foram exatamente os
defensores da política do “estado mínimo”, das privatizações. Simplesmente
porque a Petrobrás foi o obstáculo que impediu que as multinacionais tomassem de
assalto as nossas reservas. Como são contra a Petrobrás, viraram “estatizantes”,
defensores de uma nova “estatal”, para dar continuidade aos leilões que vêm
sendo realizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Para o presidente da Associação dos Engenheiros
da Petrobrás (Aepet), Fernando Siqueira, a criação de “uma estatal para
continuar os leilões da ANP seria trocar seis por meia dúzia”.
Quem pesquisou durante 30 anos, investiu milhões
de dólares, correu todos os riscos e descobriu o petróleo na província do
pré-sal foi a Petrobrás. Só o primeiro poço furado custou US$ 260 milhões.
Portanto, não tem o menor cabimento a pretensão de colocar no mesmo patamar a
Petrobrás com as multinacionais. Pelo simples e bom motivo que desde sua
criação, em 1953, a estatal tem estado a serviço do desenvolvimento do país,
enquanto a razão de ser das multinacionais é a busca para abarrotar os seus
cofres, recorrendo a todo tipo de prática, inclusive financiando invasões e
morticínios pelo mundo afora.
VALDO
ALBUQUERQUE
|