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Errata
Na publicação da matéria “Concentração do
BNDES em grandes empresas vai a 77% e agrava a crise”, na edição passada, houve,
nos últimos quatro parágrafos, alguns erros, cuja causa ainda estamos
investigando (a princípio parece afastada a hipótese de uma praga da direção do
BNDES).
Apesar desses erros não afetarem a essência da matéria, que está exata, merecem
correção. O texto correto é como segue abaixo.
C.L.
Assim, por esses dados de operações com empresas, o total liberado pelo BNDES
entre abril de 2008 e março de 2009 teria sido de R$ 53.530.011.823 (53 bilhões,
530 milhões, 11 mil e 823 reais), excluindo os US$ 1.869.760 (que seriam apenas
R$ 3,7 milhões ao câmbio atual) destinados ao comércio exterior.
Porém, nos números apresentados por Coutinho, o total liberado entre junho de
2008 e junho de 2009 para “grandes empresas”, “médias, pequenas e micro
empresas” e “pessoas físicas” é de R$ 85.051.000.000 (85 bilhões e 51 milhões
reais).
É pouco provável que em apenas três meses (abril, maio e junho) o BNDES tenha
liberado a diferença entre essas duas cifras, R$ 31.520.988.177, mais de um
terço do montante de R$ 85.051.000.000. Por outro lado, alguns números das
operações com empresas nos parecem excessivamente baixos. E, por último, não
achamos que Coutinho haja proferido números irreais.
Portanto, o mais provável é que o BNDES, em sua seção “BNDES transparente”,
tenha sido muito pouco transparente, não publicando a maioria das transações que
efetuou. É verdade que até essa amostragem serviu para mostrar o privilégio
concedido aos monopólios pela atual política do banco. Faltava apenas, se é que
algo faltava para arrematar a nossa abordagem, a confirmação pelo próprio
presidente do BNDES. Agora, já a temos.
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