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Sem avanços nas negociações, terceirizados da Repar e
Fosfértil mantêm 100% de paralisação
Após reunião
ocorrida na última terça-feira (14) com a comissão de representação das
empresas, os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da
Fosfértil, em Curitiba, em greve desde o último dia 7, decidiram manter a
mobilização por tempo indeterminado.
Diante da decisão,
as 31 empresas que são responsáveis pelas obras nas duas unidades industriais,
em Araucária, Curitiba, permanecerão vazias. Ao todo, a mobilização conta com o
apoio de 100% dos 10 mil trabalhadores das empresas.
A proposta da empresa, que já havia sido
recusada anteriormente pelos operários, continuou a mesma. O documento prevê 6%
de reajuste salarial, cesta-básica no valor de R$ 60, abono de um salário para
quem está para se aposentar, 30% de adicional de periculosidade e 80% de um
salário a título de participação nos lucros e resultados.
A contraproposta reivindicada pelos
trabalhadores prevê piso salarial de R$ 897,60; correção salarial pelo INPC
(Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 20% de aumento real nos
vencimentos, cesta-básica, crédito alimentação, horas-extras com adicional de
100% e 200%, adicional de periculosidade de 30%, ajuda de custo de R$ 450, fim
do contrato por obra certa, entre outros.
A Central Única dos
Trabalhadores do Paraná [CUT-PR] e os sindicatos de trabalhadores Sindipetro
[Petroleiros], Sintrapav [Construção Pesada], Sintracon [Construção Civil],
Sindivigilantes [Vigilantes], Sindimont [Montagem e Manutenção Industrial], e
Sindiquímica [Trabalhadores do Ramo Químico, estão no comando da greve. |