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Líder da delegação Russa na
OSCE:
“Comparar socialismo de Stalin ao nazismo
é injuriar a História”
O chefe da
delegação russa na reunião, Alexander Kozlovski, afirmou que “a comparação
do regime nazista com o socialismo liderado por Josef Stalin na União
Soviética, que deu a contribuição decisiva à derrota do nazismo, é uma
injuria contra a História”. Kozlovski expressou que, dessa maneira, a OSCE,
cuja missão é unir e não desunir, “apesar do nome da moção aprovada, ela se
dirige para a cisão”.
O
Parlamento Europeu já havia tomado uma decisão que precedeu à da OSCE,
declarando o dia 23 de agosto, dia da assinatura do Pacto
Ribbentropp-Mólotov, como o “Dia Pan-europeu em Memória das Vítimas do
Estalinismo e do Nazismo”, engendro que coloca sobre a União Soviética
responsabilidade sobre o início da Segunda Guerra Mundial.
Na
realidade, o Tratado de Não Agressão, o chamado Pacto Molotov-Ribbentrop,
foi um passo necessário na política de paz da União Soviética. O Tratado de
Não Agressão Soviético-Alemão de 1939 foi chave para que a França e a
Inglaterra entrassem na luta anti-fascista e deu condições à URSS de se
preparar para enfrentar o poderoso exército de Hitler. Foram 21 mêses que os
soviéticos utilizaram para preparar a defesa perante a invasão nazista.
Durante esses meses, a produção industrial total da União Soviética aumentou
em 13% por ano, tendo a indústria de defesa aumentado em 39% por ano. Do
início de 1940 até à invasão nazista em junho de 1941, o exército
transformou-se numa força com 5 milhões de homens em armas. O Tratado de Não
Agressão foi a base que possibilitou à União Soviética vencer a guerra,
destruir a Alemanha hitleriana e libertar o mundo da barbaridade nazista.
“Esse
documento que pretende tratar da história contradiz todas as normas da
legislação internacional”, sublinhou o vice-presidente do Comitê de Assuntos
Exteriores do Senado da Rússia, Vasili Likhachov. “O que vemos é um ataque
político contra a História, é uma perda total da objetividade política. É um
documento da OSCE que entra em contradição com as atas jurídicas
internacionais, com a Carta das Nações Unidas, que surgiu sobre os
princípios da paz e a democracia, que surgiu como conseqüência da vitória do
exército soviético, do sistema político soviético sobre a ideologia
fascista”.
Konstantinos Alisandrakis, da delegação da Grécia, que atualmente ocupa a
presidência da OSCE, qualificou a resolução de “humilhante para a
organização”. |