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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Pandemia de lucro
Como sou farmacêutica, tenho uma boa noção do
poder imenso que essas multinacionais têm. É bem provável que por trás
de todo esse destaque na mídia esteja o interesse delas
prioritariamente. Está dentro da lógica do capitalismo, da lógica da
ambição desenfreada dessas corporações!
Luzia Jorge – por correio eletrônico
Contra drogas
Em vários países latino-americanos, o Império
tem bases militares sob a alegação de estar em guerra contra as drogas.
Assim, mantém bases na Colômbia, Peru, Honduras. O Império quer
realmente fazer guerra à droga, ou fazer uso dessas bases para manter o
monopólio das drogas? O que o Império aufere com a venda das drogas é
uma quantia superior à venda de material bélico, ou o que produz sua
indústria petrolífera. Me engana que eu gosto, Império cínico e safado.
A base militar Palmerola (José Enrique Soto Cano), a 97 km de
Tegucigalpa, é o cento do golpe de Estado em Honduras.
Cerca Cerqueira – por correio
eletrônico
Opportunity Fund
Em relação à polêmica decisão do juiz federal
Fausto De Sanctis, liquidando o fundo Opportunity, juristas condenam ou
aplaudem essa corajosa postura! Não devemos dar ouvidos a juristas, por
mais renomados que sejam, pois eles emitem seus pareceres de acordo com
a sua conveniência ou honorários recebidos e não de acordo com a lei!
Prefiro optar pela minha consciência a dar crédito a juristas
oportunistas!!
Lauro Fujihara – Carapicuíba
(SP)
Nota da Redação:
Tudo bem, Lauro. Mas o que você
acha do assunto?
Informações
O pior de tudo isto é que não fica só no Sarney
toda esta sujeira, deve ter muito mais gente fazendo uso deste
procedimento que é muito antigo (cargos, nomeação de assessores, troca
de favores, etc.). O pior é que muitos dos nossos “representantes” tem
empresas e não fazem isto nelas de empregar por empregar ou não ter
gestão do dinheiro. O pior é que todos sabem de tudo em Brasília, mas
que fazem uso das informações (aos poucos) quando convém.
Marcelo de Moura – por
correio eletrônico
Nota da Redação: Ora, leitor, você não conhece a
Globo e a Veja? Lá, sim, é que o nepotismo e os favores campeiam soltos.
O Senado, perto deles, é um menino que acaba de fazer a primeira
comunhão.
Unesco
A imprensa em geral, reacionária como sempre,
falou e mostrou o tombo do presidente Lula em Paris, mas não escreveu
uma linha que presidente foi lá receber o prêmio Félix Houphouet Boigny
da UNESCO por sua atuação pela paz e pela igualdade de direitos. Lula
disse que os bancos públicos estaduais foram vendidos por preço de
bananas e o presidente do PSDB, Sergio Guerra, não gostou. A Vale do Rio
Doce valia quase 800 milhões de dólares e foi vendida por cerca de 130.
Cansei de ouvir que tudo iria melhorar com a privatização da telefonia,
que iria baixar os preços, que ia gerar mais de três milhões de
empregos. E os três milhões de empregos eram pura mentira, demitiram sim
cerca de um milhão de pessoas. Nesse tempo se a pessoa defendesse as
riquezas do Brasil era chamado de nacionalista “xenófobo”. Os
“vendilhões da Pátria” acham lindo os americanos serem nacionalistas,
mas os brasileiros são chamados até de comunistas. Você está certo Lula
“Pau neles!”
Walter Vasconcelos – por
correio eletrônico
Vestal
Um dos primeiros poemas que escrevi para o site
Pátria Latina foi contra o ex-presidente da República e atual presidente
do senado, José Sarney. Portanto, não dá para me taxar de fã de Sarney,
como estou vendo os trombeteiros do PIG dizendo de quem critica os
repentinos críticos de Sarney, que tinham passado cinqüenta anos
elogiando-o. O que não dá é para achar que é normal jogar um ou dois
bois às piranhas e deixar passar toda uma boiada contaminada de
brucelose moral, aftosa da honra e carbúnculo ético. Vamos falar de
Arthur Virgílio. A sua catilinária serviu para esclarecer toda a sua
sujeira que a imprensa golpista jogou debaixo do tapete durante todos
estes anos. Foi assim que se descobriu que sob o manto protetor e
protegido desta vestal de fancaria, seis aspones engordam os bolsos à
custa do Senado que ele diz querer moralizar.
Crispiniano Neto – por
correio eletrônico |